{"id":57235,"date":"2024-11-10T16:25:44","date_gmt":"2024-11-10T16:25:44","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2024\/11\/10\/em-2025-o-brasil-pode-ultrapassar-os-eua-e-se-tornar-o-maior-exportador-agropecuario-do-mundo-segundo-projecoes-do-ministerio-da-agricultura\/"},"modified":"2024-11-10T16:25:45","modified_gmt":"2024-11-10T16:25:45","slug":"em-2025-o-brasil-pode-ultrapassar-os-eua-e-se-tornar-o-maior-exportador-agropecuario-do-mundo-segundo-projecoes-do-ministerio-da-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2024\/11\/10\/em-2025-o-brasil-pode-ultrapassar-os-eua-e-se-tornar-o-maior-exportador-agropecuario-do-mundo-segundo-projecoes-do-ministerio-da-agricultura\/","title":{"rendered":"Em 2025, o Brasil pode ultrapassar os EUA e se tornar o maior exportador agropecu\u00e1rio do mundo, segundo proje\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Agricultura"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>Um feito hist\u00f3rico deve ocorrer no ciclo produtivo 2024\/25, quando s\u00e3o altas as probabilidades de o Brasil passar os Estados Unidos e se tornar l\u00edder mundial nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias. No ano passado, a vantagem americana foi de apenas US$ 9 bilh\u00f5es (US$ 174 bilh\u00f5es contra US$ 165 bilh\u00f5es), n\u00fameros que tendem a se repetir neste ano.\n<\/p>\n<p>Para 2025, com safra brasileira recorde, o Minist\u00e9rio da Agricultura projeta exporta\u00e7\u00f5es do agro na casa dos US$ 180 bilh\u00f5es. Os EUA, em contrapartida, devem ficar em US$ 169,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar da disputa acirrada, Brasil e EUA vivem situa\u00e7\u00f5es opostas quanto ao impacto do agroneg\u00f3cio no desempenho da balan\u00e7a comercial. Aqui as receitas com exporta\u00e7\u00e3o s\u00e3o dez vezes maiores (US$ 165 bilh\u00f5es em 2023) do que os gastos com importa\u00e7\u00f5es do setor (US$ 16,47 bilh\u00f5es no mesmo ano).\n<\/p>\n<p>Os EUA, enquanto isso, s\u00e3o atualmente importadores l\u00edquidos de alimentos. Em 2023 importaram US$ 195 bilh\u00f5es contra US$ 174 bilh\u00f5es exportados, gerando um d\u00e9ficit de mais de US$ 20 bilh\u00f5es, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).\n<\/p>\n<p><strong>D\u00f3lar em alta encarece produtos do agro americano<\/strong>\n<\/p>\n<p>Em 2024, o d\u00e9ficit americano no agro deve fechar em US$ 30,5 bilh\u00f5es. E com previs\u00e3o de se expandir em 2025, chegando a US$ 42 bilh\u00f5es, segundo o USDA. Parte da explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na for\u00e7a do d\u00f3lar, que tem encarecido os produtos americanos no exterior. Ao mesmo tempo, a moeda robusta favorece a aquisi\u00e7\u00e3o de bens agr\u00edcolas de outros pa\u00edses.\n<\/p>\n<p>Outros motivos incluem a diminui\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es de commodities importantes como soja, milho e algod\u00e3o, assim como queda nas exporta\u00e7\u00f5es do &#8220;american beef&#8221;.\n<\/p>\n<p>Em setembro, a marcha brasileira para lideran\u00e7a global nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias foi abordada pelo think tank norte-americano Atlantic Council, com sede em Washington D.C. \u201cCom o potencial de ser o maior exportador global de alimentos, o Brasil deve se preparar estrategicamente para esse papel e o mundo deve apoi\u00e1-lo\u201d, escreveram analistas do instituto.\n<\/p>\n<p><strong>Brasil est\u00e1 no topo da lista dos celeiros do mundo<\/strong>\n<\/p>\n<p>O estudo \u201cBrasil 2050: uma vis\u00e3o para a seguran\u00e7a alimentar global\u201d coloca o pa\u00eds no topo da lista dos celeiros do mundo com maior potencial de crescimento.\n<\/p>\n<p>\u201cDevido \u00e0 sua incr\u00edvel dota\u00e7\u00e3o natural, seus setores avan\u00e7ados de agroneg\u00f3cio e pesquisa, sua estabilidade em um mundo inst\u00e1vel e sua integra\u00e7\u00e3o bem desenvolvida na agricultura global e nos mercados de alimentos, o Brasil \u00e9 agora e continuar\u00e1 sendo uma pot\u00eancia agr\u00edcola l\u00edder e um parceiro cr\u00edtico no enfrentamento da crise global de alimentos\u201d, dizem os autores do estudo, Valentina Sader e Peter Engelke.\n<\/p>\n<p>O alerta, contudo, \u00e9 de que n\u00e3o h\u00e1 caminho plano para garantir a seguran\u00e7a alimentar de 10 bilh\u00f5es de pessoas no planeta em 2050. Das interrup\u00e7\u00f5es das cadeias de suprimentos na pandemia de Covid \u00e0s guerras da Ucr\u00e2nia e do Oriente M\u00e9dio, passando por conflitos e restri\u00e7\u00f5es comerciais impostas por governos, permanece desafiador garantir que os alimentos sejam comercializados de locais de excedente para locais de d\u00e9ficit. \u201cEssas for\u00e7as [geopol\u00edticas] provavelmente continuar\u00e3o e, talvez, piorar\u00e3o\u201d, diz o Atlantic Council.\n<\/p>\n<p><strong>Restri\u00e7\u00f5es \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias: armadilha em que o Brasil n\u00e3o caiu<\/strong>\n<\/p>\n<p>Medidas protecionistas para restringir exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias, como ocorreu na Argentina nas \u00faltimas d\u00e9cadas, e com as quais o governo Lula costuma flertar, n\u00e3o est\u00e3o no rol de a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o garantir ao Brasil uma lideran\u00e7a firme no abastecimento global de alimentos. Na atual legislatura, um grupo de 13 deputados petistas protocolou projeto para cobrar imposto de exporta\u00e7\u00e3o sobre gr\u00e3os e carnes quando houver situa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a ao abastecimento interno. Justamente na contram\u00e3o do que tem dado certo.\n<\/p>\n<p>\u201cA ascens\u00e3o mete\u00f3rica do Brasil ao primeiro lugar entre os produtores globais de alimentos se deve, em parte, \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de um modelo voltado para o exterior que abra\u00e7ou o com\u00e9rcio global. Durante as crises mundiais de seguran\u00e7a alimentar, os formuladores de pol\u00edticas do Brasil reconheceram amplamente os perigos e resistiram \u00e0s medidas protecionistas para restringir suas exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, ao contr\u00e1rio de v\u00e1rios outros grandes produtores\u201d, diz o estudo.\n<\/p>\n<p>\u00c9 quase consenso que o agro brasileiro ainda tem pela frente uma sequ\u00eancia de anos de forte expans\u00e3o, tracionada por cont\u00ednua agrega\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea) divulgou em outubro proje\u00e7\u00f5es sobre o crescimento de Mato Grosso nos pr\u00f3ximos dez anos. Como o estado concentra praticamente um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nacional, trata-se de um bom term\u00f4metro do setor como um todo.\n<\/p>\n<p><strong>Mato Grosso expande os cultivos e as exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias<\/strong>\n<\/p>\n<p>Somente a \u00e1rea de soja, principal cultivo agr\u00edcola de Mato Grosso, deve chegar a 16,62 milh\u00f5es de hectares na safra 2033\/34. Um crescimento de 33% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea plantada em 2023\/24. A taxa m\u00e9dia anual de crescimento ser\u00e1 de 2,91%, inferior \u00e0 m\u00e9dia de 3,99% da \u00faltima d\u00e9cada. A desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9 natural, diante da extensa \u00e1rea j\u00e1 ocupada com a oleaginosa.\n<\/p>\n<p>No milho, a expans\u00e3o prevista \u00e9 de 60,2%, alcan\u00e7ando 10,9 milh\u00f5es de hectares cultivados. Boa parte desse crescimento vir\u00e1 pela ado\u00e7\u00e3o da segunda safra (safrinha), que atualmente ocupa apenas 54% das \u00e1reas de soja cultivadas no ver\u00e3o. No algod\u00e3o, a \u00e1rea cultivada deve crescer 40,6% e as colheitas devem ficar 52% maiores do que as atuais.\n<\/p>\n<p>Como regra geral, a expans\u00e3o no Mato Grosso se dar\u00e1 com o avan\u00e7o da agricultura sobre \u00e1reas de pastagens, hoje subutilizadas. E, mesmo assim, os c\u00e1lculos do Imea consideram a convers\u00e3o de apenas um quinto dos campos dispon\u00edveis.\n<\/p>\n<p><strong>Gargalos log\u00edsticos atrapalham, mas n\u00e3o freiam o desenvolvimento agropecu\u00e1rio<\/strong>\n<\/p>\n<p>Nem mesmo os gargalos de infraestrutura e log\u00edstica, que reduzem as margens do setor produtivo, devem conter o avan\u00e7o agropecu\u00e1rio. \u201cSe fosse depender de log\u00edstica, Mato Grosso n\u00e3o seria o que \u00e9 hoje. Os gargalos n\u00e3o s\u00e3o um fator preponderante. Poderia ser melhor, mais r\u00e1pido, se a log\u00edstica evolu\u00edsse numa velocidade para dar suporte ao estado\u201d, sublinha Gauer.\n<\/p>\n<p>O importante dessas proje\u00e7\u00f5es, destaca Gauer, \u00e9 que elas s\u00e3o feitas com modelos do Imea que v\u00eam obtendo alto \u00edndice de acertos, ano a ano, na \u00faltima d\u00e9cada.\n<\/p>\n<p>Com estudos debaixo do bra\u00e7o, o Imea tenta convencer os governos sobre as a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias. \u201cPodemos chegar ao Estado e dizer, olha, essa regi\u00e3o aqui vai crescer e essas rodovias v\u00e3o precisar dar vaz\u00e3o a X milh\u00f5es de toneladas. Voc\u00ea precisa olhar para essas regi\u00f5es com carinho nos pr\u00f3ximos anos, porque isso vai acontecer, quer voc\u00ea queira ou n\u00e3o\u201d, sublinha o executivo.\n<\/p>\n<p><strong>Tempo de preparar e planejar o desenvolvimento<\/strong>\n<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Imea, se os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas prestarem aten\u00e7\u00e3o ao crescimento do agro brasileiro, n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de repetir o \u201ctrauma de infraestrutura\u201d de anos anteriores. Quando primeiro veio a produ\u00e7\u00e3o, depois a log\u00edstica correu atr\u00e1s.\n<\/p>\n<p>A m\u00e1xima de que \u201cse o governo n\u00e3o puder ajudar, pelo menos que n\u00e3o atrapalhe\u201d continuar\u00e1 a ser decisiva para a locomotiva da agropecu\u00e1ria n\u00e3o sair dos trilhos. Jos\u00e9 Carlos Hausknecht, s\u00f3cio da MB Agro Consultoria, enfatiza que Brasil e Argentina se destacam apesar de enfrentarem concorrentes que aplicam pesados subs\u00eddios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Falar em aplicar mais impostos ou sobretaxar o setor \u00e9 fazer o jogo dos outros. \u201cO principal fator \u00e9 que o governo n\u00e3o atrapalhe, que permita que a gente cres\u00e7a. Muita gente fala que tem que taxar o agro, taxar as exporta\u00e7\u00f5es. Da\u00ed \u00e9 matar a galinha dos ovos de ouro mesmo. Esse \u00e9 o grande medo do setor\u201d, destaca.\n<\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7as entre Brasil, Holanda e B\u00e9lgica<\/strong>\n<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 \u00e9 o pa\u00eds que det\u00e9m a maior participa\u00e7\u00e3o do setor agropecu\u00e1rio nas exporta\u00e7\u00f5es totais, chegando a 36,1%, segundo um estudo do mesmo Ipea. Quando a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 com o PIB, as exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias s\u00e3o mais expressivas na Holanda, com 11,3% de participa\u00e7\u00e3o, e na B\u00e9lgica, com 8,6%. O Brasil aparece em terceiro lugar, com 6,3%.\n<\/p>\n<p>Holanda e B\u00e9lgica, por\u00e9m, det\u00eam tamb\u00e9m as maiores importa\u00e7\u00f5es do setor agropecu\u00e1rio no PIB, entre 7% e 8%. No Brasil esse percentual \u00e9 inferior a 1%. O que torna mais forte a contribui\u00e7\u00e3o do agro \u00e0 balan\u00e7a comercial, al\u00e7ando o pa\u00eds \u00e0 lideran\u00e7a absoluta neste quesito.\n<\/p>\n<p>Quando o par\u00e2metro \u00e9 a Contribui\u00e7\u00e3o ao Saldo Comercial (ICSC), dentre as dez principais economias agroexportadoras do mundo (EUA, Holanda, Brasil, Alemanha, Fran\u00e7a, Espanha, China, It\u00e1lia, Canad\u00e1 e B\u00e9lgica), apenas Brasil, Canad\u00e1, Espanha e It\u00e1lia registraram crescimento entre 1995 e 2021, com o Brasil sobressaindo.\n<\/p>\n<p>Em carnes, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), o Brasil deixou de ser \u201cneutro\u201d em termos competitivos, em 1995, para se tornar \u201cforte\u201d nos anos seguintes. Nos cereais, at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 2000 o Brasil n\u00e3o tinha nenhuma tradi\u00e7\u00e3o como exportador de milho. Isso mudou radicalmente com a explos\u00e3o do cultivo de segunda safra. Nas oleaginosas, a soja conseguiu manter ritmo crescente de competitividade, liderando entre todos os pa\u00edses na Contribui\u00e7\u00e3o ao Saldo Comercial bem como na Vantagem Comparativa Revelada (VCR).\n<\/p>\n<p><strong>No leite, um dos maiores desafios<\/strong>\n<\/p>\n<p>Dentre as principais cadeias do agro nacional, a de l\u00e1cteos reporta o pior resultado de especializa\u00e7\u00e3o produtiva do setor agroexportador desde 1995. \u00c9 justamente neste setor que h\u00e1 grande concentra\u00e7\u00e3o de agricultores familiares. Enquanto nos principais competidores o rendimento ficou entre 7 e 10 toneladas por vaca leiteira, no Brasil esse valor foi de 1,7 tonelada por animal (FAO, 2021). Pouco acima do rendimento m\u00e9dio mundial, de 1,1 tonelada por animal.\n<\/p>\n<p>No geral, as proje\u00e7\u00f5es para a pr\u00f3xima d\u00e9cada sugerem que o Brasil dever\u00e1 manter, ou at\u00e9 aperfei\u00e7oar o padr\u00e3o que tem sido t\u00edpico neste s\u00e9culo: aumento persistente dos rendimentos f\u00edsicos e da produtividade total dos fatores, acima do que seria normal em termos de proporcionalidade \u00e0 \u00e1rea plantada.\n<\/p>\n<p>\u00c9 o chamado efeito poupa-terra, que continuar\u00e1 a ocorrer nos pr\u00f3ximos anos, segundo a publica\u00e7\u00e3o Proje\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio, Brasil 2023\/24 a 2033\/34. O estudo foi feito pela Secretaria de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Minist\u00e9rio da Agricultura com apoio da Embrapa, e divulgado em outubro.\n<\/p>\n<p><strong>L\u00edder nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias, com mercado interno abastecido<\/strong>\n<\/p>\n<p>Conforme o levantamento, as \u00e1reas ocupadas com lavouras dever\u00e3o passar de 92,2 milh\u00f5es de hectares em 2023\/24 para 109,3 milh\u00f5es de hectares em 2033\/34. Um acr\u00e9scimo de 17,1 milh\u00f5es de hectares, puxado pela soja (mais 11,5 milh\u00f5es), cana-de-a\u00e7\u00facar (mais 1,5 milh\u00f5es) e milho (mais 2 milh\u00f5es de hectares). Essa expans\u00e3o se dar\u00e1 n\u00e3o somente pela demanda por alimentos, mas tamb\u00e9m pelo uso crescente das lavouras de soja e milho para produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis.\n<\/p>\n<p>Algumas lavouras, como mandioca, caf\u00e9, laranja e fumo devem perder \u00e1rea, mas a redu\u00e7\u00e3o, em alguns casos, ser\u00e1 compensada por ganhos de produtividade.\n<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s carnes, a previs\u00e3o \u00e9 de crescimento de 22,2%, sendo liderada por frango (28,4%) e su\u00edno (27,5%). Ainda que haja forte demanda do mercado internacional pela carne brasileira, do aumento da produ\u00e7\u00e3o de frango, 60% ser\u00e3o destinados ao mercado interno. Na carne su\u00edna a participa\u00e7\u00e3o no mercado dom\u00e9stico ser\u00e1 de 76,1%. Assim, conclui o relat\u00f3rio, \u201cembora o Brasil seja, em geral, um grande exportador para v\u00e1rios desses produtos, o consumo interno ser\u00e1 relevante\u201d.\n<\/p>\n<p>Pelas proje\u00e7\u00f5es futuras, pelo hist\u00f3rico e pela voca\u00e7\u00e3o do agro brasileiro, o pa\u00eds precisaria \u201cerrar muito\u201d para n\u00e3o permanecer na lideran\u00e7a global de exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, que deve assumir j\u00e1 no pr\u00f3ximo ciclo, dos Estados Unidos. Vale refor\u00e7ar o conselho do Atlantic Council: &#8220;o Brasil deve se preparar estrategicamente para esse papel e o mundo deve apoi\u00e1-lo\u201d.\n<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta do Povo              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/em-2025-o-brasil-pode-ultrapassar-os-eua-e-se-tornar-o-maior-exportador-agropecuario-do-mundo-segundo-projecoes-do-ministerio-da-agricultura-6730bf136075d\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um feito hist\u00f3rico deve ocorrer no ciclo produtivo 2024\/25, quando s\u00e3o altas as probabilidades de o Brasil passar os Estados Unidos e se tornar l\u00edder mundial nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias. 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