{"id":74954,"date":"2024-12-12T01:01:18","date_gmt":"2024-12-12T01:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2024\/12\/12\/justica-condena-medico-recem-formado-a-pagar-indenizacao-por-fraude-a-cotas-raciais\/"},"modified":"2024-12-12T01:01:20","modified_gmt":"2024-12-12T01:01:20","slug":"justica-condena-medico-recem-formado-a-pagar-indenizacao-por-fraude-a-cotas-raciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2024\/12\/12\/justica-condena-medico-recem-formado-a-pagar-indenizacao-por-fraude-a-cotas-raciais\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena m\u00e9dico rec\u00e9m-formado a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por fraude a cotas raciais"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<p>Um m\u00e9dico rec\u00e9m-formado foi condenado pela Justi\u00e7a Federal ap\u00f3s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) que apontou fraude \u00e0s cotas raciais para ingresso no curso de medicina. Ele ter\u00e1 que indenizar a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a sociedade brasileira. A defesa alega que o m\u00e9dico se reconhece como pardo e informou que recorrer\u00e1 da decis\u00e3o.\n<\/p>\n<p>De acordo com o MPF, o estudante\u00a0Pedro Fellipe Pereira da Silva Rocha ingressou na UFAL em 2017 por meio de uma vaga reservada para cotas raciais.<\/p>\n<div>\u201cEntretanto, o rapaz n\u00e3o apresentava nenhuma caracter\u00edstica f\u00edsica (cor da pele, textura de cabelo e formato do nariz, entre outras) que confirmasse que ele era pardo, como havia declarado no momento da inscri\u00e7\u00e3o no Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu)&#8221;, informou o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Casos semelhantes de supostas fraudes foram identificados por estudantes da UFAL e denunciados \u00e0 universidade. Segundo o MPF, a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tomou provid\u00eancias, o que levou o \u00f3rg\u00e3o a ajuizar, em 2021, uma a\u00e7\u00e3o contra o aluno, pedindo sua condena\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o MPF decidiu n\u00e3o solicitar o cancelamento da matr\u00edcula, j\u00e1 que o prazo para convocar o candidato que teria direito \u00e0 vaga havia expirado. Em vez disso, pediu que o estudante fosse condenado a indenizar a UFAL por danos materiais, calculados com base no valor equivalente \u00e0s mensalidades do curso de medicina em institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>Inicialmente, a 2\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal em Alagoas negou os pedidos. Em setembro de 2022, o MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF5), que, no \u00faltimo dia 5 de dezembro, atendeu os pedidos e condenou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>O TRF5 fixou em R$ 50 mil a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e determinou o pagamento de R$ 7 mil por m\u00eas de curso como indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais, totalizando cerca de R$ 500 mil, considerando a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de seis anos da gradua\u00e7\u00e3o em medicina.<\/p>\n<p>\u201cO MPF ressalta que a apar\u00eancia f\u00edsica do candidato \u00e9 imprescind\u00edvel para assegurar o direito \u00e0 cota racial, pois s\u00e3o justamente as caracter\u00edsticas f\u00edsicas (fen\u00f3tipo) pr\u00f3prias das pessoas negras (pretas ou pardas) que as tornam v\u00edtimas de preconceito racial na sociedade brasileira&#8221;, destacou o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nota, a advogada Paula Falc\u00e3o, que atua na defesa do m\u00e9dico, informou que ir\u00e1 recorrer, alegando que a decis\u00e3o viola preceitos constitucionais. Veja o posicionamento na \u00edntegra:<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de a decis\u00e3o ainda n\u00e3o ter sido sequer publicada, estamos sendo noticiados da exist\u00eancia dela: o m\u00e9dico ir\u00e1 recorrer, isso ocorre porque a decis\u00e3o viola preceitos constitucionais. \u00c9 importante esclarecer que o sistema de cotas raciais n\u00e3o se restringe exclusivamente aos pretos, mas tamb\u00e9m inclui os pardos, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico rec\u00e9m-formado, ao longo de sua vida, sempre se reconheceu como pardo, uma autodeclara\u00e7\u00e3o que reflete seu contexto hist\u00f3rico, cultural e social. A autoidentifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito da personalidade, vinculado aos aspectos existenciais, emocionais e sociais de cada indiv\u00edduo. Portanto, sua participa\u00e7\u00e3o no processo seletivo foi leg\u00edtima, amparada pela autodeclara\u00e7\u00e3o permitida por lei, conforme o edital do certame.<\/p>\n<p>Ele sempre agiu de boa-f\u00e9, em conformidade com as normas legais, e n\u00e3o houve qualquer fraude ao sistema, nem comprova\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais \u00e0 Universidade Federal de Alagoas (UFAL) ou \u00e0 sociedade, uma vez que suas condutas foram orientadas por todos os crit\u00e9rios estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o e, principalmente, pelo edital.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/justica-condena-medico-recem-formado-a-pagar-indenizacao-por-fraude-a-cotas-raciais-675a251cc3d59\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00e9dico rec\u00e9m-formado foi condenado pela Justi\u00e7a Federal ap\u00f3s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) que apontou fraude \u00e0s cotas raciais para ingresso no curso de medicina. 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