{"id":78458,"date":"2024-12-18T15:08:36","date_gmt":"2024-12-18T15:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2024\/12\/18\/numero-de-familias-em-situacao-de-rua-aumenta-145-no-rn-em-2024\/"},"modified":"2024-12-18T15:08:37","modified_gmt":"2024-12-18T15:08:37","slug":"numero-de-familias-em-situacao-de-rua-aumenta-145-no-rn-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2024\/12\/18\/numero-de-familias-em-situacao-de-rua-aumenta-145-no-rn-em-2024\/","title":{"rendered":"N\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua aumenta 14,5% no RN em 2024"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>O n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua no Rio Grande do Norte cresceu 14,5% em 2024 em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, segundo o Panorama do Programa Bolsa Fam\u00edlia realizado pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habita\u00e7\u00e3o e da Assist\u00eancia Social (Sethas\/RN). No segundo semestre de 2024, o estado registrou 1.850 fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua cadastradas no Cadastro \u00danico, um aumento de 8,2% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre.\n<\/p>\n<p>O crescimento no n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua reflete tanto a amplia\u00e7\u00e3o do registro dessas pessoas no Cadastro \u00danico quanto o agravamento das condi\u00e7\u00f5es sociais que levam \u00e0 vulnerabilidade extrema. Apesar do aumento no n\u00famero de cadastros, relatos de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua mostram que muitas ainda permanecem sem acesso efetivo a pol\u00edticas p\u00fablicas de acolhimento e apoio.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Francisca de Paula, de 43 anos, sintetiza o impacto da falta de a\u00e7\u00f5es direcionadas a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. H\u00e1 mais de cinco anos vivendo nas ruas de Natal com o marido e amigos, Francisca afirma que nunca recebeu aux\u00edlio financeiro ou qualquer suporte de assistentes sociais, mesmo sendo cadastrada no Cadastro \u00danico. Desde que come\u00e7ou a morar na rua, ela vive em um domic\u00edlio improvisado, assim como outras 3.050 pessoas no Estado, de acordo com a pesquisa Tipos de domic\u00edlios coletivos, improvisados, de uso ocasional e vagos: Resultados do universo, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\n<\/p>\n<p>\u201cEu vivo na rua com meu esposo e com meus amigos, juntos somos uma fam\u00edlia. Desde que eu estou nesta situa\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m nunca veio at\u00e9 mim oferecer ajuda, nunca participei de nenhum programa social do governo, estado ou munic\u00edpio. A \u00fanica ajuda que eu recebo \u00e9 de um abrigo que me oferece comida\u201d, conta. Para sobreviver, Francisca trabalha no sem\u00e1foro, vende materiais recicl\u00e1veis e faz faxinas ocasionais.\n<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa do IBGE, das 3.050 pessoas que vivem em domic\u00edlio improvisado, 42,4% moram em barracas ou tendas feitas de lona, pl\u00e1stico ou tecido, enquanto outras ocupam edifica\u00e7\u00f5es comerciais ou pr\u00e9dios inacabados, sem infraestrutura b\u00e1sica. Esses espa\u00e7os, muitas vezes insalubres, acentuam a vulnerabilidade dessas fam\u00edlias e a necessidade de a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas mais efetivas para garantir o direito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de iniciativas que integrem a\u00e7\u00f5es de busca ativa \u00e9 apontada no estudo da Sethas como uma das raz\u00f5es para que pessoas como Francisca permane\u00e7am invis\u00edveis \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas. Apesar do aumento no n\u00famero de fam\u00edlias cadastradas, relatos como o de Francisca evidenciam a falta de efetiva\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de apoio no Estado e munic\u00edpio.<br \/>Gerlane do Nascimento, de 39 anos, viveu 18 meses nas ruas do centro de Natal antes de conseguir um abrigo por meio do Centro Pop.\n<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o estar no Cadastro \u00danico, ela encontrou suporte em uma casa de acolhimento que oferece moradia e alimenta\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil a vida de quem precisa ficar na rua. Quando eu ficava na rua, o meu medo era enorme. Tinha medo de algu\u00e9m me matar, me maltratar ou tentar atear fogo em mim porque, infelizmente, isso \u00e9 muito comum. Eu mesma j\u00e1 vi pessoas jogando pedra nos moradores de rua. Gra\u00e7as a Deus agora eu vivo uma realidade diferente\u201d, relata.\n<\/p>\n<p>Gerlane \u00e9 exemplo de como a\u00e7\u00f5es coordenadas podem transformar vidas. Sua hist\u00f3ria contrasta com a de Francisca, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de ampliar programas que n\u00e3o apenas registrem a exist\u00eancia dessas pessoas, mas que tamb\u00e9m ofere\u00e7am suporte real e efetivo.\n<\/p>\n<p>O aumento no n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua no Cadastro \u00danico \u00e9 um indicativo de maior cobertura nos registros, mas o impacto pr\u00e1tico dessas a\u00e7\u00f5es ainda \u00e9 question\u00e1vel. O estudo da Sethas aponta que a implementa\u00e7\u00e3o do Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro \u00danico (Procad-Suas) foi um dos fatores que impulsionou a busca ativa e o registro de fam\u00edlias em extrema vulnerabilidade. No entanto, a aus\u00eancia de integra\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas de habita\u00e7\u00e3o e trabalho dificulta a revers\u00e3o desse quadro.<\/p>\n<p>Fonte: Tribuna do Norte              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/numero-de-familias-em-situacao-de-rua-aumenta-14-5-no-rn-em-2024-6762ccb616468\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de rua no Rio Grande do Norte cresceu 14,5% em 2024 em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, segundo o Panorama do Programa Bolsa Fam\u00edlia realizado&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":78459,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[123,2448,5313,1267],"class_list":["post-78458","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-diario","tag-noticia","tag-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78458"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78460,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78458\/revisions\/78460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}