{"id":99139,"date":"2025-02-04T14:27:42","date_gmt":"2025-02-04T14:27:42","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/02\/04\/perigo-oculto-descubra-como-o-consumo-de-alcool-pode-levar-ao-cancer\/"},"modified":"2025-02-04T14:27:44","modified_gmt":"2025-02-04T14:27:44","slug":"perigo-oculto-descubra-como-o-consumo-de-alcool-pode-levar-ao-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/02\/04\/perigo-oculto-descubra-como-o-consumo-de-alcool-pode-levar-ao-cancer\/","title":{"rendered":"PERIGO OCULTO: descubra como o consumo de \u00e1lcool pode levar ao c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>O consumo de \u00e1lcool \u00e9 uma pr\u00e1tica enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo \u2013 inclusive no Brasil. Frequentemente associado a festas, celebra\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo \u00e0 conviv\u00eancia cotidiana, beber \u00e1lcool faz parte do h\u00e1bito de muitas pessoas. O que pouca gente sabe \u00e9 que a pr\u00e1tica est\u00e1 associada a pelo menos sete tipos de c\u00e2ncer: mama, boca, laringe, garganta, es\u00f4fago, f\u00edgado e c\u00f3lon.\n<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2025, o Departamento de Sa\u00fade e Recursos Humanos dos Estados Unidos publicou o relat\u00f3rio Alcohol and Cancer Risk, em que destaca que o \u00e1lcool \u00e9 a terceira causa evit\u00e1vel de c\u00e2ncer, depois do tabaco e da obesidade, contribuindo para cerca de 100 mil casos e 20 mil mortes a cada ano naquele pa\u00eds. Al\u00e9m de citar os sete tipos de c\u00e2ncer diretamente associados ao consumo da bebida, o documento aponta que, globalmente, ao menos 741 mil casos da doen\u00e7a foram relacionados ao \u00e1lcool em 2020.<\/p>\n<p>\u201cO relat\u00f3rio refor\u00e7a e atualiza as evid\u00eancias cient\u00edficas, voltando a chamar a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do tema. Traz informa\u00e7\u00f5es a mais sobre risco proporcional ao consumo, mecanismos biol\u00f3gicos e fala sobre a aus\u00eancia de n\u00edveis seguros. O \u00e1lcool est\u00e1 entre n\u00f3s e faz parte da nossa cultura h\u00e1 milhares de anos, sempre associado \u00e0 alegria e \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que a maioria das pessoas usa como h\u00e1bito de vida e ainda n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o de quanto ele pode ser nocivo\u201d, comenta a m\u00e9dica Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista cl\u00ednica do Hospital Israelita Albert Einstein.\n<\/p>\n<p>Segundo o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC), nos EUA, mais da metade dos adultos estadunidenses bebem \u00e1lcool, 17% bebem compulsivamente e 6% bebem muito. Os n\u00fameros s\u00e3o muito parecidos com os do Brasil, onde 44,6% da popula\u00e7\u00e3o adulta relata ter o h\u00e1bito de beber; sendo 18,3% de forma abusiva (cinco ou mais doses por semana para homens e quatro ou mais doses por semana para mulheres). Os dados s\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com base no Vigitel, sistema de vigil\u00e2ncia de fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, que monitora anualmente a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 preciso ser alco\u00f3latra para ter o risco de c\u00e2ncer aumentado. \u201cInclusive, acho que \u00e9 isso que distancia as pessoas da realidade. N\u00e3o existe consumo seguro de \u00e1lcool e n\u00e3o \u00e9 porque a pessoa faz uso controlado da bebida que ela estar\u00e1 livre do risco de c\u00e2ncer\u201d, frisa a especialista. O perigo se aplicar a todo tipo de \u00e1lcool: vinho, destilados e at\u00e9 a cerveja.\n<\/p>\n<p><strong>Mecanismos de a\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Estabelecer a rela\u00e7\u00e3o causal entre o fator de risco e um resultado na sa\u00fade \u00e9 complexo, mas v\u00e1rios estudos t\u00eam demonstrado que h\u00e1 quatro mecanismos biol\u00f3gicos que levam o \u00e1lcool a aumentar o risco de c\u00e2ncer.\n<\/p>\n<p>A primeira explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que a subst\u00e2ncia pode danificar o DNA. Isso porque o \u00e1lcool se decomp\u00f5e em acetalde\u00eddo, um metab\u00f3lito que causa c\u00e2ncer ao se ligar ao DNA de modo a danific\u00e1-lo. Uma c\u00e9lula pode come\u00e7ar a crescer descontroladamente e criar um tumor possivelmente maligno.\n<\/p>\n<p>Nosso sistema imunol\u00f3gico \u00e9 capaz de nos proteger contra v\u00e1rios danos ao mesmo tempo, como o cigarro, o \u00e1lcool, a polui\u00e7\u00e3o, os ultraprocessados, a obesidade e o sedentarismo. No entanto, chega uma hora que ele pode falhar. \u201c\u00c9 como se algu\u00e9m batesse na porta v\u00e1rias vezes, mas seu sistema imunol\u00f3gico estivesse fazendo a vigil\u00e2ncia e n\u00e3o o deixasse entrar. Mas algumas c\u00e9lulas ficam mais suscet\u00edveis e fragilizadas por esses agressores, at\u00e9 que um dia o sistema imunol\u00f3gico n\u00e3o consegue mais se defender e a porta se abre\u201d, ilustra Cardoso.\n<\/p>\n<p>Quando a \u201cporta\u201d se abre, tem in\u00edcio um processo neopl\u00e1sico, que nada mais \u00e9 do que a multiplica\u00e7\u00e3o desordenada de uma c\u00e9lula com muta\u00e7\u00e3o. \u201cA chamada carcinog\u00eanese funciona desta forma: tem um fator desencadeador, um erro no sistema de defesa e ali ele se prolifera\u201d, explica a oncologista.\n<\/p>\n<p>O segundo mecanismo de a\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool \u00e9 que ele gera esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio, que aumentam a inflama\u00e7\u00e3o no organismo por meio de um processo chamado estresse oxidativo. O terceiro \u00e9 que a subst\u00e2ncia altera os n\u00edveis hormonais (especialmente do estrog\u00eanio), o que pode expor mulheres ao aumento desse horm\u00f4nio e, consequentemente, a um risco maior de c\u00e2ncer de mama.\n<\/p>\n<p>Por fim, a quarta forma de a\u00e7\u00e3o \u00e9 que alguns \u00f3rg\u00e3os (como f\u00edgado, boca e intestino) sofrem efeitos diretos do \u00e1lcool. Al\u00e9m disso, outros carcin\u00f3genos podem se associar ao \u00e1lcool e facilitar sua absor\u00e7\u00e3o pelo corpo. \u201cO efeito cancer\u00edgeno do \u00e1lcool \u00e9 invis\u00edvel, mas ele \u00e9 multifatorial. Ele causa danos e instabilidades no DNA, que tornam a pessoa mais suscet\u00edvel a outros fatores. Por exemplo: a suscetibilidade causada pelo \u00e1lcool aumenta o risco que o cigarro j\u00e1 est\u00e1 causando\u201d, pontua Cardoso.\n<\/p>\n<p><strong>Existe dose segura?<\/strong><br \/>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), n\u00e3o existe consumo seguro de \u00e1lcool \u2013 qualquer quantidade pode aumentar o risco de c\u00e2ncer. Um fator importante \u00e9 a quantidade total de \u00e1lcool consumida consistentemente ao longo do tempo. Segundo o relat\u00f3rio dos EUA, para certos tipos de c\u00e2ncer, como de mama, boca e garganta, as evid\u00eancias mostram que esse risco pode come\u00e7ar a aumentar em torno de uma ou menos doses por dia.\n<\/p>\n<p>Segundo um estudo citado no relat\u00f3rio dos EUA, o risco absoluto de uma mulher desenvolver qualquer c\u00e2ncer relacionado ao \u00e1lcool ao longo da vida aumenta de 16,5% para aquelas que consomem menos de uma dose de bebida por semana para 19% para as que ingerem uma dose di\u00e1ria; e para 21,8% entre as que consomem duas doses por dia, em m\u00e9dia. Isso corresponde a cinco mulheres a mais em cada 100 com potencial de desenvolver a doen\u00e7a. \u201cO \u00e1lcool \u00e9 um dano. Quanto maior a quantidade, pior\u201d, avisa a oncologista do Einstein.\n<\/p>\n<p>No Brasil, a refer\u00eancia de dose mais utilizada \u00e9 a divulgada pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (CISA), que considera que uma dose (unidade) padr\u00e3o de \u00e1lcool correspondente a 14 g de etanol puro \u2013 isso equivale a cerca de 350 ml de cerveja (uma lata), 150 ml de vinho ou 45 ml de destilados (como vodca, cacha\u00e7a ou u\u00edsque). A OMS, no entanto, usa como dose padr\u00e3o o equivalente a 10 g de \u00e1lcool e recomenda o m\u00e1ximo de duas doses por dia para homens e uma por dia para mulheres, desde que se abstenham de beber pelo menos duas vezes na semana.\n<\/p>\n<p><strong>Desconhecimento sobre os perigos<\/strong><br \/>Apesar das evid\u00eancias demonstrando o efeito do consumo de \u00e1lcool no risco de c\u00e2ncer, o relat\u00f3rio americano ressalta que h\u00e1 uma grande lacuna na compreens\u00e3o p\u00fablica dessa associa\u00e7\u00e3o. Uma pesquisa feita em 2019 concluiu que 45% dos estadunidenses reconhecem o \u00e1lcool como um fator de risco para c\u00e2ncer. O \u00edndice \u00e9 bem menor do que os 91% que conhecem o risco cancer\u00edgeno da radia\u00e7\u00e3o e os 89% que sabem da rela\u00e7\u00e3o com o tabaco, conforme o mesmo trabalho.\n<\/p>\n<p>Outra investiga\u00e7\u00e3o, essa feita com cerca de 1.700 adultos e divulgada em novembro de 2024 pela Annenberg Public Policy Center (APPC), mostra que menos da metade dos americanos (40%) sabe que beber \u00e1lcool regularmente aumenta o risco de desenvolver c\u00e2ncer mais tarde. Outros 40% n\u00e3o tinham certeza se isso \u00e9 verdade e 20% relataram cren\u00e7as imprecisas \u2014 de que n\u00e3o teria efeito ou que diminuiria a chance de desenvolver c\u00e2ncer.\n<\/p>\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias de que, em longo prazo, parar de beber ou reduzir o consumo de \u00e1lcool reduz diretamente a probabilidade de c\u00e2nceres de boca e es\u00f4fago. Segundo o relat\u00f3rio Alcohol and Cancer Risk, mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para determinar se esse risco tamb\u00e9m diminui para outros tipos de c\u00e2ncer \u2014 ou at\u00e9 se pode chegar ao n\u00edvel observado em pessoas que n\u00e3o costumam beber.\n<\/p>\n<p><strong>Rotulagem das bebidas<\/strong><br \/>No recente documento norte-americano, uma mudan\u00e7a sugerida \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o dos r\u00f3tulos de bebidas alco\u00f3licas para incluir um alerta sobre o risco aumentado de c\u00e2ncer. Os r\u00f3tulos de advert\u00eancia de sa\u00fade s\u00e3o abordagens bem estabelecidas e eficazes para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o e promover mudan\u00e7as de comportamento.\n<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Cardoso, o Brasil enfrenta o mesmo problema de falta de informa\u00e7\u00f5es sobre os riscos do consumo de \u00e1lcool, e incluir alertas nos r\u00f3tulos pode ser um bom caminho, assim como aconteceu com o cigarro. \u201cTodo mundo sabe que fumar pode causar c\u00e2ncer. Tem um aviso no ma\u00e7o de cigarro, mas isso n\u00e3o acontece com as bebidas alco\u00f3licas. Al\u00e9m disso, existe uma nega\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias pessoas que desejam preservar o h\u00e1bito, especialmente pelo aspecto social associado ao consumo da bebida\u201d, observa a m\u00e9dica.\n<\/p>\n<p>Fonte: Metr\u00f3poles              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/perigo-oculto-descubra-como-o-consumo-de-alcool-pode-levar-ao-cancer-67a2093587997\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O consumo de \u00e1lcool \u00e9 uma pr\u00e1tica enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo \u2013 inclusive no Brasil. 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