CARACAS – Candidato da oposição venezuelana Edmundo Gonzalez não comparecerá ao tribunal superior do país na quarta-feira para uma audiência relacionada a uma auditoria eleitoral solicitada pelo presidente Nicolás Maduro, disse sua campanha.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela ordenou na segunda-feira que González, o candidato da coalizão de oposição, Maduro e os outros oito candidatos na eleição presidencial de 28 de julho compareçam às audiências programadas até sexta-feira.
As audiências seguem-se a dias de crítica global de Maduro e seu leal Conselho Nacional Eleitoral sobre os resultados das eleições. As autoridades eleitorais declararam Maduro o vencedor, mas ainda não produziu contagem de votos. Enquanto isso, a oposição afirma ter recolhido registos de mais de 80% das 30.000 máquinas de votação eletrônica em todo o país, ele perdeu.
González era o primeiro da lista, mas em uma declaração publicada nas redes sociais, ele questionou a legalidade dos procedimentos e expressou sérias preocupações sobre sua segurança.
“Colocarei em risco não só a minha liberdade, mas, mais importante, a vontade do povo venezuelano expressa em 28 de julho de 2024 e o gigantesco esforço dos venezuelanos que participaram deste processo para que pudéssemos obter a prova do voto validamente emitido pelos cidadãos”, disse.
Não está claro se González poderá enfrentar consequências legais por sua decisão de não comparecer à audiência agendada.
A juíza Caryslia Rodríguez, presidente do Tribunal Supremo de Justiça e do seu tribunal eleitoral, alertou na segunda-feira, durante uma audiência transmitida pela televisão nacional, que o não comparecimento acarretaria as consequências correspondentes previstas em lei, mas não deu detalhes.
Maduro é o último da lista de audiências anunciadas por Rodríguez.
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