CARO ERIC: Quando os pais do meu marido morreram, ele e seu irmão, Jim, herdaram vários milhões de dólares cada. A filha de Jim, Carol, sempre gastou mais do que sua renda porque esperava uma grande herança. Quando Carol recebeu apenas US$ 10.000 de seus avós, ela ficou brava, mas não mudou seus hábitos de consumo.
Cinco anos depois, Jim morreu inesperadamente. Jim disse a Carol que ela receberia sua parte do dinheiro da família, mas quando seu testamento foi lido, descobrimos que ele havia gasto a maior parte de sua herança. Novamente, Carol recebeu muito pouco dinheiro.
Agora Carol quer que meu marido lhe dê o dinheiro da “família” como um estipêndio mensal e deixe a maior parte para ela quando ele morrer. Meu marido planeja deixar uma quantia modesta de dinheiro para Carol, com a maior parte indo para mim, com o entendimento de que quando eu morrer o dinheiro irá para nossas instituições de caridade.
Carol tem uma carreira que paga bem. Ela está a anos de se aposentar e poderia se livrar das dívidas se quisesse. Ela não é preguiçosa, mas realmente ama as armadilhas da riqueza, tendo acreditado desde a infância que eventualmente herdaria milhões de dólares.
Como último parente vivo de sangue do meu marido, ele gostaria de manter um relacionamento cordial com ela. Ele tem medo de que contar a verdade acabe com qualquer possibilidade de isso acontecer.
– Obrigação herdada
QUERIDO HERDADO: Se Carol está disposta a romper o relacionamento por dinheiro, imagino quanta cordialidade há para preservar.
Francamente, sinto um pouco por ela. Ela foi criada com uma expectativa que seu pai não cumpriu. Carol recebeu milhões prometidos por Jim, mas sua única herança foi seu relacionamento doentio com dinheiro.
Mas isso não é responsabilidade do seu marido.
Seu marido deve ter uma conversa honesta, possivelmente difícil, com ela agora. Ele pode querer evitar conflitos, mas pense desta forma: Carol ainda tem uma oportunidade de ajustar seus gastos e garantir um futuro financeiro que não dependa de uma fortuna.
Mas se ela não descobrir sobre os planos dele até sair da leitura do testamento, isso só vai reforçar a narrativa invertida em que ela tem acreditado a vida toda. E se seu marido falecer antes de você, isso a colocará em uma situação terrivelmente embaraçosa. Carol pode não gostar da verdade, mas ela não pode se dar ao luxo de não ouvi-la.
(Envie perguntas para R. Eric Thomas em eric@askingeric.com ou PO Box 22474, Filadélfia, PA 19110. Siga-o em Instagram e inscreva-se para receber seu boletim informativo semanal em rericthomas.com.)
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