O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu 7 de novembro como o dia para a cabeleireira Débora dos Santos, de 38 anos, ser ouvida, além das testemunhas de defesa.
Ela está presa desde março do ano passado, quando agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram mandados na residência da mulher, em Paulínia (SP).
Débora foi flagrada por uma fotógrafa do jornal Folha de S.Paulo ao escrever com batom a frase “Perdeu, mané” na Estátua da Justiça, em frente ao STF. Ré no STF, a mulher pode pegar 17 anos de cadeia.
“Deverá a secretaria disponibilizar sala de audiência, nas dependências do STF, de onde o ato de oitiva das testemunhas e interrogatório será conduzido, com apoio de pessoal e equipamentos, inclusive com o fornecimento de link para a videoconferência e encaminhamento às partes”, determinou Moraes, no despacho assinado na quarta-feira 23.
Casada com o pintor Nilton Cesar, Débora é mãe de duas crianças, uma com 6 anos e outra com 9 anos.
A mulher também é religiosa. Antes de ir para a cadeia, Débora frequentava a Igreja Adventista do 7º Dia.
Os filhos de Débora gravaram um vídeo no qual fizeram um apelo à Justiça pela soltura da mãe. Diversos parlamentares, como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Bia Kicis (PL-DF), compartilharam o conteúdo. “Todos vão pagar por isso”, disse Gayer. “Isso é cruel e desumano”, constatou Bia, ao mencionar o projeto de lei da anistia.
Fonte: Revista Oeste