Home Nóticias Shein fala sobre decisão de aumentar ICMS sobre comprinhas: ‘Injusta’

Shein fala sobre decisão de aumentar ICMS sobre comprinhas: ‘Injusta’

by admin
0 comentário


Uma das principais plataformas de vendas on-line do mundo, a Shein lamentou a recente decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que permitiu aos estados aumentar a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 20% sobre remessas internacionais.

O aumento da alíquota foi aprovado por secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal (DF) na quinta-feira (5/12) e referendado pelo Confaz, chefiado pelo Ministério da Fazenda, nesta sexta (6/12).

Para a empresa, a medida é feita em um cenário em que os consumidores brasileiros enfrentam a maior carga tributária do mundo para compras feitas em plataformas estrangeiras, o que dificulta ainda mais o acesso a produtos acessíveis.

Segundo a Shein, atualmente, os consumidores no Brasil pagam uma carga tributária combinada de 44,5% em compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 300), somando ICMS e imposto de importação. Com as mudanças aprovadas, essa carga pode aumentar significativamente, chegando a 50% caso a alíquota máxima seja aplicada.

Por exemplo, um vestido que hoje custa R$ 100 e tem carga tributária total de R$ 44,50, com valor total final de compra de R$ 144,50, poderá passar a custar R$ 150, caso a alíquota máxima seja aplicada. Essa decisão impacta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis do Brasil, que dependem de produtos internacionais acessíveis para suprir as necessidades.

Segundo o comitê de secretários estaduais, a nova alíquota busca alinhar o tratamento tributário aplicado às importações ao praticado para os bens comercializados no mercado interno, “criando condições mais equilibradas para a produção e o comércio local”.

“A Shein compreende a importância do controle das contas públicas para governos estaduais, mas acredita que essa decisão transfere de forma injusta o ônus tributário para os consumidores”, alegou a empresa, em comunicado.

De acordo com a Shein, as classes de renda mais baixa (C, D e E) representam, aproximadamente, 88% dos 50 milhões de consumidores da companhia no Brasil.

Por fim, a empresa ressaltou que vai seguir trabalhando para garantir o acesso a produtos de qualidade e preços acessíveis. “Apesar do impacto desse aumento sobre as operações internacionais, o foco permanece em iniciativas locais, incluindo o apoio a parceiros e produtores nacionais, além do fortalecimento do marketplace. Essas ações refletem o compromisso da Shein de longo prazo com o desenvolvimento econômico do Brasil e com a diversidade de necessidades dos consumidores”, completou.

Outras empresas ainda não se manifestaram
O Metrópoles procurou também AliExpress, Shopee e Amazon, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

Aumento de imposto não é imediato
O aumento valerá para as remessas postais e expressas importadas pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS) e começará a partir de 1º de abril de 2025. Isso porque mudanças em impostos estão sujeitos aos princípios da anterioridade e noventena, que determinam que os entes cobrem o tributo somente depois de decorridos 90 dias da publicação da lei que o instituiu ou aumentou.

Nos casos de estados em que a alíquota vigente seja inferior a 20%, a implementação do novo índice dependerá de aprovação pelas respectivas Assembleias Legislativas estaduais.

Fonte: Metrópoles



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO