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Espanha celebra 533 anos do fim do domínio islâmico, mesmo diante de protestos da esquerda

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Espanha celebrou nesta quinta, 2m o 533º aniversário da queda de Granada, evento que marcou o fim de quase oito séculos de domínio muçulmano na Península Ibérica.

A data, fundamental para a consolidação do estado espanhol e o avanço da civilização ocidental, foi celebrada com cortejos tradicionais, cerimônias oficiais e homenagens aos reis católicos Fernando e Isabel, responsáveis pela unificação do território.

Entre os destaques, um cortejo percorreu a praça central de Granada até a capela real, onde estão as tumbas dos monarcas. O evento contou com a presença do prefeito da cidade, representando o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol). No entanto, o que deveria ser uma celebração unificadora foi marcada por boicotes de setores da esquerda, como a Esquerda Unida e o Podemos, que classificaram as comemorações como “reacionárias”.

Ao rotular a comemoração como reacionária, esses setores ignoram a importância do fim do domínio islâmico, que trouxe liberdade religiosa para os cristãos, restabeleceu a soberania do território invadido e abriu caminho para os avanços culturais e científicos da Europa renascentista.

Manifestações contrárias, que acusaram as celebrações de promover “intolerância”, demonstram uma visão enviesada e uma tentativa de reescrever a história para atender a narrativas ideológicas. Ao invés de reconhecer a relevância da unificação da Espanha como marco de progresso, preferem alimentar divisões e polarizações.

Segundo o historiador Francisco García Fitz, a Reconquista foi um processo fundamental na formação da identidade espanhola, moldando as estruturas políticas e sociais da península.

A queda de Granada, em 1492, foi o ponto culminante de uma longa luta pela recuperação da soberania cristã na região. Este evento simboliza a força de um povo em consolidar sua identidade e projetar-se como protagonista na história mundial, culminando na Era das Grandes Navegações e no avanço de ideias que moldaram o Ocidente.

Comemorar esta data é não apenas um ato de memória histórica, mas de reconhecimento das conquistas que ela proporcionou. Ignorar seu significado ou tentar minimizá-lo é desprezar um dos momentos mais importantes da formação da identidade europeia. A Espanha, ao celebrar o triunfo de 1492, reafirma sua posição como guardiã de um legado que transformou o mundo.

El Cid: Herói da Reconquista e Ícone da História Espanhola
Rodrigo Díaz de Vivar, conhecido como El Cid (1043–1099), foi um líder militar e estrategista essencial na Reconquista da Península Ibérica.

Sua conquista de Valência em 1094 consolidou o domínio cristão em uma região de forte influência muçulmana. Reconhecido por sua habilidade política, El Cid formou alianças estratégicas com líderes muçulmanos, transcendendo divisões religiosas e garantindo vitórias decisivas para os reinos cristãos.

Seu legado foi imortalizado no poema épico Cantar de Mio Cid, que o apresenta como símbolo de honra, lealdade e coragem. A figura de El Cid também ganhou destaque internacional no filme de Hollywood El Cid (1961), estrelado por Charlton Heston e Sophia Loren, que reforçou sua imagem como herói épico e líder carismático.

Fonte: O antagonista



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