Uma das cenas mostrava o bilionário Elon Musk – o proprietário da empresa – fazendo um gesto similar à saudação nazista, com a palavra Heil projetada antes do logotipo da Tesla, formando o letreiro “Heil Tesla” – clara referência à expressão Heil Hitler (“salve Hitler”) utilizada pelos membros do regime nazista e seus apoiadores.
Musk fez o gesto polêmico – com o braço direito erguido em riste – durante um evento em Washington em comemoração à posse de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos. Para muitas pessoas, a atitude teria sido uma referência ao nazismo.
Outra imagem mostrava divulgada nas redes mostrava uma projeção que colocava a palavra “boicote” em frente ao logotipo da Tesla. As imagens das projeções foram publicadas pelos grupos ativistas Centro de Beleza Política (Zentrum für Politische Schönheit – ZPS) e Led by Donkeys.
Polícia contesta versão dos ativistas
A polícia local afirmou ao jornal “Tagesspiegel” que, após consultar os seguranças da fábrica da Tesla, nenhuma descoberta havia sido feita e, portanto, a conclusão era de que as fotos seriam falsas.
Mas, nesta quinta-feira, um porta-voz da polícia voltou atrás e confirmou que caso estava sendo investigado.
“De acordo com a avaliação jurídica do Ministério Público […] a projeção com várias inscrições adicionadas por pessoas ainda desconhecidas e a distribuição das imagens na internet dão origem, pelo menos, à suspeita inicial de utilização de símbolos de organizações inconstitucionais”, disse o porta-voz.
Os investigadores avaliam se a saudação a Hitler, proibida por lei na Alemanha, foi de fato exibida e se as imagens do gesto foram distribuídas.
Mas, nesta quinta-feira, um porta-voz da polícia voltou atrás e confirmou que caso estava sendo investigado.
“De acordo com a avaliação jurídica do Ministério Público […] a projeção com várias inscrições adicionadas por pessoas ainda desconhecidas e a distribuição das imagens na internet dão origem, pelo menos, à suspeita inicial de utilização de símbolos de organizações inconstitucionais”, disse o porta-voz.
Os investigadores avaliam se a saudação a Hitler, proibida por lei na Alemanha, foi de fato exibida e se as imagens do gesto foram distribuídas.
Um vídeo de cinco minutos divulgado pelos ativistas nesta quinta-feira na rede social X, que começa e termina com o gesto controverso de Musk, explica por que o bilionário apoia grupos de direita nos EUA e na Europa, incluindo o partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD).
A legenda alemã é apresentada como uma sigla parcialmente extremista e “tão à direita que nem mesmo a nacionalista de direita francesa Marine Le Pen quer trabalhar com o partido”.
Existem diversos registros de membros da AfD utilizando slogans nazistas, espalhando desinformação e banalizando o Holocausto.
Durante uma conversa no X entre o bilionário e a líder da AfD, Alice Weidel, ela chegou a afirmar que Adolf Hitler era um comunista.
Ativistas desmentem seguranças da Tesla
Um porta-voz do coletivo ativista Zentrum für Politische Schönheit (Centro para a Beleza Política, em tradução livre) afirmou ao “Tagesspiegel” nesta quinta-feira (23/01) que a ação ocorreu com a utilização de um drone, entre outros equipamentos. Segundo o porta-voz, as primeiras gravações foram feitas às 20h.
Outra imagem mostra a projeção por uma nova perspectiva. Na imagem, se vê um campo amplo no qual foi colocada uma caixa de som, que presumivelmente reproduzia o som do vídeo.
Musk, em postagem recente no X, utilizou termos e nomes de lideranças do regime nazista para fazer trocadilhos em inglês, numa aparente tentativa de zombar de seus críticos.
“Já dissemos centenas de vezes e vamos dizer de novo: o Holocausto foi um evento maligno singular, e diminuir sua importância é inapropriado e ofensivo. Elon Musk, o Holocausto não é uma piada“, reagiu na mesma rede Jonathan Greenblatt, presidente da Liga Antidifamação, ONG judaica com sede nos EUA.
Cominformações g1