Home Nóticias Após visita de enviado de Trump, Maduro fala em ‘novo começo’ e liberta 6 prisioneiros americanos

Após visita de enviado de Trump, Maduro fala em ‘novo começo’ e liberta 6 prisioneiros americanos

by admin
0 comentário


O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu nesta sexta-feira um “novo começo” nas relações bilaterais com os Estados Unidos, após a visita a Caracas do enviado especial do presidente americano, Donald Trump, numa conversa focada especialmente na deportação de migrantes venezuelanos e na liberação de prisioneiros americanos. Logo depois do encontro, seis deles foram libertados pelo regime chavista.

O encontro acontece dias após Trump anunciar a suspensão do status de proteção temporária (TPS, em inglês) concedido pelo governo de Joe Biden (2021-2025) para cerca de 600 mil venezuelanos solicitantes de asilo, que os autorizava a permanecer no país por questões humanitárias. A medida se une a uma série de outras que fazem parte do plano de promover “a maior deportação em massa da História” dos EUA. No ano passado, os venezuelanos foram a terceira nacionalidade mais apreendida na fronteira do país com o México.

Em comunicado após a reunião, o governo chavista disse ter proposto uma “agenda zero” entre os países para o enviado especial Richard Grenell. O encontro no Palácio de Miraflores, em Caracas, também contou com a presença da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e do chefe do Parlamento, Jorge Rodríguez. Grenell chegou de Washington em um avião da Força Aérea dos EUA.

De acordo com a mídia estatal, Maduro aceitou conversar com o enviado americano de forma respeitosa e soberana, afirmando que os acordos firmados entre os países serão fruto de consenso e não da imposição de nenhuma das partes.

Caracas rompeu relações com Washington em 2019, quando a Casa Branca reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como “presidente interino”, depois de a oposição ter boicotado as eleições presidenciais venezuelanas um ano antes por considerar que não havia condições para eleições transparentes.

No ano passado, o Departamento de Estados dos EUA reconheceu a vitória do opositor venezuelano Edmundo González na eleição presidencial, acusada de fraude pela oposição, liderada pela ex-deputada María Corina Machado, e por grande parte da comunidade internacional. Até hoje, o regime não apresentou as atas eleitorais que comprovariam o resultado. González, que vive no exílio em Madri, compareceu à posse de Trump, em 20 de janeiro.

Em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada se a visita de Grenell à Venezuela significava o reconhecimento da vitória de Maduro, que tomou posse para seu terceiro mandato consecutivo em 10 de janeiro.

— Absolutamente não — respondeu Leavitt, insistindo que o encontro tinha como objetivo convencer a Venezuela a aceitar os voos de deportação de migrantes indocumentados e a liberar cidadãos americanos detidos no país.

O atual secretário de Estado, Marco Rubio, embora defenda a agenda anti-imigração de Trump, criticou Biden no passado por negociar com Maduro. Na época, o governo americano levantou as sanções contra a indústria petrolífera do país em troca da realização eleições livres e justas, o que não ocorreu. As sanções foram retomadas, porém de forma mais branda.

— O presidente Trump espera que Nicolás Maduro aceite de volta todos os criminosos venezuelanos e membros de gangues que foram exportados para os Estados Unidos, e que o faça de forma inequívoca e incondicional — disse o enviado especial dos EUA para a América Latina, Mauricio Claver-Carone.

Fonte: O Globo



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO