A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) desempenhou um papel significativo no financiamento de jornalistas e organizações de mídia ao redor do mundo, com um foco particular na Ucrânia. De acordo com informações recentes, a USAID financiou diretamente mais de 6.200 jornalistas, distribuídos por 707 veículos de mídia e 279 organizações não governamentais (ONGs) classificadas como “de mídia”. Este apoio financeiro abrangeu 90% dos meios de comunicação na Ucrânia, uma revelação que levanta questões sobre a independência editorial e a influência externa em noticiários locais.
Esse financiamento foi parte de um esforço maior para promover a liberdade de imprensa e o jornalismo independente em regiões onde tais valores são frequentemente ameaçados, no entanto, aparentemente, o benefício só era dado a veículos alinhados com pautas de esquerda. No entanto, a extensão desse apoio tem sido vista por alguns como um potencial conflito de interesse, onde a independência jornalística pode ser comprometida pela dependência de fundos externos.
Na Ucrânia, especialmente após a invasão russa em 2022, a ajuda da USAID foi crítica para manter muitas operações de mídia em funcionamento. O país enfrentou desafios econômicos significativos, com o mercado publicitário despencando até 92% após o início do conflito, conforme relatado por Oksana Romaniuk, diretora do Instituto de Informação de Massa (IMI) da Ucrânia. A USAID, portanto, tornou-se uma fonte vital de sustentação para a imprensa local, permitindo a continuidade da cobertura jornalística em um dos momentos mais turbulentos da história recente do país.
No entanto, a recente decisão do governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, de congelar a ajuda externa por 90 dias será necessário para que se saiba se os EUA estavam tentando dominar a pauta global com interesses nas diretrizes democráticas progressistas e de esquerda.
Por Júnior Melo