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Estudo simula os impactos de um asteroide no Distrito Federal

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Desde que foi descoberto em 27 de dezembro do ano passado, o asteroide 2024 YR4 entrou no radar dos astrônomos por conta do risco de colisão com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Desde então, as chances só fazem crescer. Era 1,2%, passou para 1,6%, subiu para 1,9% e, na semana passada, chegou a 2,3%. Trata-se de uma probabilidade de um a cada 43 eventos.

Os cientistas alertam que não há motivo para pânico, afinal ainda são necessárias muitas observações. Nem o tamanho do asteroide se sabe ao certo, seria algo com um diâmetro entre 40m e 90m, com altura estimada de um prédio de 18 andares. Além disso, o 2024 YR4 está no terceiro nível da Escala de Risco de Impacto de Turim, que é dividida em níveis de 0 a 10. 

O nível 0 é para asteroides que não apresentam risco, não têm chances significativas de impacto ou não são grandes o suficiente para atravessar as camadas da atmosfera. Já o nível 10 é caracterizado por asteroides de colisão certa e de potencial de destruição a nível global, podendo colocar a humanidade em risco.

Geralmente, as probabilidades de impacto são maiores no início, mas ao longo do tempo chegam a zero, o que faz com que o YR4 esteja fora da margem natural. Mas, com esse porte, o YR4 pode causar danos graves no local de impacto e arredores, porém, em média, um assim só cai a cada poucos milhares de anos. 

A área de possível impacto ainda é bem ampla. Vai da América do Sul (com chance maior para Equador, Colômbia e Venezuela), passando pelo Oceano Atlântico, até a África, Iêmen, Omã, Índia e Bangladesh. Como o Distrito Federal está na rota possível, qual seria os danos que a rocha causaria à capital federal? 

Uma simulação de caráter meramente ilustrativo no site Neal.Fun, especializado em analisar o impacto de asteroide em regiões da Terra, mostra que o grau varia de acordo com o tamanho da rocha. Confira a simulação feita com o pedregulho atingindo a Terra, na altura da Rodoviária do Plano Piloto, a 20km/s e em um ângulo de 45º:

Se o 2024 YR4 tiver 40m

  • Asteroide explodiria 6,6 km acima do solo
  • A explosão seria equivalente a cinco megatons, o equivalente a 5 milhões de dinamite
  • Um impacto deste tamanho acontece aproximadamente a cada 411 anos
  • Bola de fogo com 1,3km de largura
  • Roupas pegariam fogo a 9,1km do impacto
  • Árvores pegariam fogo a 24km do local da colisão
  • Onda de choque de 187 decibéis
  • Prédios num raio de 3,6km poderiam colapsar
  • Casas de até 7,5km de distância poderiam desabar

Se o 2024 YR4 tiver 90m

  • Surgiria uma cratera com 2,2km de largura com 471m de profundidade
  • A explosão seria equivalente a 45 megatons, o equivalente a 45 milhões de dinamite
  • Mais energia seria liberada do que a maior bomba nuclear já testada
  • Um impacto deste tamanho ocorre, em média, a cada 4.000 anos
  • Onda de choque de 234 decibéis
  • Prédios num raio de 15km poderiam colapsar
  • Casas de até 21km de distância poderiam desabar
  • Quase todas as árvores num raio de 22km seriam derrubadas
  • Haveria um terremoto de magnitude 5.6 na escala Richter, podendo ser sentido a 30km de distância

Propagação das ondas de energia que atingiriam os prédios na parte central de Brasília, caso o asteroide tenha 40m e colida com a Rodoviária do Plano Piloto(foto: Reprodução/Neal.Fun)

(foto: Reprodução/Neal.Fun)

Fonte: Correio Braziliense



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