Na coluna de economia publicada na Edição 257 da Revista Oeste, o jornalista Carlo Cauti destaca que o varejo brasileiro deve cair no trimestre entre fevereiro e abril. O setor mais afetado será o de livros e revistas, com queda estimada de 56,88%.
Segundo as previsões da Ibevar-FIA Business School, as vendas gerais recuarão 2,86% no período na comparação com o período de janeiro a março. No caso do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, a queda prevista é ainda maior: 3,26%.
Além dos produtos de leitura, os segmentos que mais sofrerão serão os de artigos de uso pessoal (-15,69%) e móveis e eletrodomésticos (-13,85%). Somente os segmentos de alimentos (1,1%) e supermercados (1,18%) terão um resultado positivo.
Livros e revistas no Brasil em queda
A sexta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em dezembro de 2024, revelou que o número geral de leitores caiu nos últimos anos: de 52% da população, em 2019, para 47%, em 2024.
A publicação mostra que 93,4 milhões de brasileiros leram pelo menos um livro nos últimos três meses, uma redução de quase 7 milhões em relação à edição anterior. Além disso, a média de livros lidos por ano caiu de 4,95 em 2019 para 3,96 em 2024.
Entre os leitores, 62% afirmaram não ler livros com frequência. As justificativas para a baixa leitura variam desde falta de tempo (46%) até preferência por outras atividades (9%). Realizada entre abril e julho daquele ano, a pesquisa entrevistou 5.504 brasileiros em 208 municípios.
A escolaridade e a renda continuam como fatores determinantes para o hábito de leitura. Indivíduos com ensino superior leem, em média, 6,45 livros por ano, contra 3,07 daqueles com apenas o ensino fundamental. Da mesma forma, leitores das classes A e B apresentam hábitos mais frequentes em comparação às classes D e E.
Fote: Revista Oeste