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Maduro eleva tensão com Guiana e ameaça resposta militar

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“Durante essa incursão, a embarcação se aproximou de várias propriedades em nossas águas territoriais”, afirmou Ali em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O governo da Guiana também investiga um ataque ocorrido em 17 de fevereiro, quando seis soldados do país foram alvejados perto da fronteira com a Venezuela, no rio Cuyuni. 

Segundo a Força de Defesa da Guiana (GDF), os autores dos ataques eram atiradores mascarados vindos do lado venezuelano. 

“Estamos levando isso muito a sério. Dispararam contra nossos soldados uniformizados”, disse Ali.

O Essequibo é uma região de 160 mil km², rica em petróleo e habitada por cerca de 125 mil pessoas. 

Em publicação no X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos também denunciou o incidente e considerou como “inaceitável” a aproximação dos navios venezuelanos na região. 

“Os navios venezuelanos que ameaçam a unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) da ExxonMobil são inaceitáveis ​​e constituem uma clara violação do território marítimo internacionalmente reconhecido da Guiana. Qualquer provocação adicional resultará em consequências para o regime de Maduro. Os Estados Unidos reafirmam o seu apoio à integridade territorial da Guiana e à sentença arbitral de 1899”, diz a publicação.

O regime de Nicolás Maduro afirmou neste domingo, 2, que 28 navios estrangeiros de perfuração e transporte de petróleo operam ilegalmente nas águas do Essequibo, território em disputa com a Guiana. O Ministério da Defesa venezuelano alega que a presença dessas embarcações viola o direito internacional e conta com o aval do governo guianense.

A ditadura venezuelana também acusa a Guiana de não ter “base jurídica ou legitimidade” para administrar a região e classificou a disputa como um caso de “agressão imperialista”, citando a gigante petrolífera americana ExxonMobil como parte de um suposto ataque à soberania do país.

Em comunicado assinado pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, diz que “perante essas incessantes investidas, as Forças Armadas, fiéis à sua natureza anti-imperialista, preparam-se em perfeita fusão militar-policial popular para responder a qualquer ameaça e preservar a integridade territorial e a paz da República” da Venezuela.

A tensão entre Venezuela e Guiana se intensificou depois que o presidente guianense, Irfaan Ali, denunciou no sábado, 1º, a incursão de um navio de guerra venezuelano em Essequibo

“Durante essa incursão, a embarcação se aproximou de várias propriedades em nossas águas territoriais”, afirmou Ali em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O governo da Guiana também investiga um ataque ocorrido em 17 de fevereiro, quando seis soldados do país foram alvejados perto da fronteira com a Venezuela, no rio Cuyuni. 

Segundo a Força de Defesa da Guiana (GDF), os autores dos ataques eram atiradores mascarados vindos do lado venezuelano. 

“Estamos levando isso muito a sério. Dispararam contra nossos soldados uniformizados”, disse Ali.

O Essequibo é uma região de 160 mil km², rica em petróleo e habitada por cerca de 125 mil pessoas. 

Reação dos Estados Unidos

Em publicação no X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos também denunciou o incidente e considerou como “inaceitável” a aproximação dos navios venezuelanos na região. 

“Os navios venezuelanos que ameaçam a unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) da ExxonMobil são inaceitáveis ​​e constituem uma clara violação do território marítimo internacionalmente reconhecido da Guiana. Qualquer provocação adicional resultará em consequências para o regime de Maduro. Os Estados Unidos reafirmam o seu apoio à integridade territorial da Guiana e à sentença arbitral de 1899”, diz a publicação.

 

Guiana também planeja informar o Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) e envolver parceiros internacionais, como a CARICOM, a Comunidade do Caribe, sobre o ocorrido. O governo guianense mobilizou recursos aéreos não especificados para lidar com a situação.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também condenou a incursão, afirmando que se tratou de uma violação do território marítimo reconhecido internacionalmente da Guiana.



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