O deputado federal Gustavo Gayer (PL) afirmou nesta quinta-feira, 13, que “jamais quis ofender ou depreciar” o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao fazer uma postagem em referência a um possível “trisal” de Alcolumbre com a ministra Gleisi Hoffmann e o deputado federal Lindbergh Farias.
“Ressalto que minha intenção era apenas denunciar e escancarar a hipocrisia da esquerda quando se trata da defesa das mulheres, e jamais quis ofender ou depreciar o presidente do Senado Davi Alcolumbre. Caso o presidente Alcolumbre tenha se sentido ofendido, quero deixar bem claro que minhas críticas não se referiam a ele, mas sim ao Chefe do Poder Executivo em razão de sua atitude desrespeitosa para com uma de suas Ministras”, escreveu no X.
Segundo o parlamentar, a intenção dele na publicação era “denunciar e escancarar a hipocrisia da esquerda quando se trata das mulheres” , na qual disse ter exercido o direito à liberdade de expressão.
A retratação de Gayer ocorreu horas depois de Alcolumbre dizer a jornalistas que está avaliando pedir a cassação do mandato do deputado.
Eis a íntegra da publicação de Gayer.
“No dia ontem (12/03/2025), no Plenário da Câmara dos Deputados, fui o único parlamentar de direita que saiu em defesa da Ministra Gleisi Hoffmann, covardemente menosprezada e achincalhada pelo Presidente da República que, utilizando-se de uma fala extremamente machista e misógina, se referiu à Ministra como uma espécie de moeda de troca para, em razão de sua “beleza”, facilitar as articulações políticas do Governo com o Congresso Nacional.
Pelas redes sociais, apenas questionei o Deputado Lindbergh Farias se ele iria aceitar as falas repugnantes do Presidente da República em relação à sua companheira Gleisi Hoffmann, denunciando a gravidade do ocorrido.
Ressalto que minha intenção era apenas denunciar e escancarar a hipocrisia da esquerda quando se trata da defesa das mulheres, e jamais quis ofender ou depreciar o presidente do Senado Davi Alcolumbre. Caso o presidente Alcolumbre tenha se sentido ofendido, quero deixar bem claro que minhas críticas não se referiam a ele, mas sim ao Chefe do Poder Executivo em razão de sua atitude desrespeitosa para com uma de suas Ministras.
O fato é que nenhum dos integrantes da esquerda, sejam eles parlamentares ou ministros, se posicionou contra a fala infeliz do Presidente da República, cuidando apenas de desviar o foco para abafar referido desrespeito contra as mulheres.
Tenho plena consciência de que não pratiquei nenhum crime ou ato ilícito em desfavor de qualquer pessoa, tendo exercido tão somente o direito à liberdade de expressão, guiado pelo senso de Justiça.”
Postagem de Gayer
Em publicação no X, Gayer escreveu na quarta, 12.
“Me veio a imagem da Gleisi, Lindbergh Farias e Davi Alcolumbre fazendo um trisal. Que pesadelo.”
Horas depois, o deputado apagou a postagem.
A postagem do parlamentar foi uma ironia à fala de Lula que, durante um evento no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, disse que nomeou “uma mulher bonita” para a Secretaria de Relações Institucionais como forma de não ter “mais distância” de Alcolumbre e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
‘Cafetina’
Integrantes da bancada do PT na Câmara vão apresentar denúncias ao Conselho de Ética da Casa e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar a conduta de Gayer, após o congressista ter afirmado que Lula tratou a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, como “uma cafetina”.
“Então, nós da Direita, nos sentimos na obrigação de vir aqui e nos posicionar, prestando nossa solidariedade a uma mulher que foi tratada de forma tão desrespeitosa, como uma cafetina, por um cafetão, o Lula, Presidente da República, que praticamente a ofereceu como objeto sexual para poder fazer negociação com o Congresso”, declarou Gayer no plenário da Câmara.
Namorado de Gleisi, Lindbergh chamou Gayer de “vagabundo” e “canalha”.
As bancadas femininas do PT da Câmara e Senado emitiram uma nota oficial criticando a postura do deputado.
Mas ficaram em silêncio em relação às falas de Lula.
Agora, os petistas vão protocolar um pedido de cassação de mandato contra o deputado goiano.
Fonte: O Antagonista