O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na manhã deste domingo, 16, que o ato organizado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Praia de Copacabana, tem como objetivo combater o “alexandrismo” e promover a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em vídeo, Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o acusou de desrespeitar normas jurídicas e de agir por vingança.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na manhã deste domingo, 16, que o ato organizado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Praia de Copacabana, tem como objetivo combater o “alexandrismo” e promover a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em vídeo, Flávio criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o acusou de desrespeitar normas jurídicas e de agir por vingança.
Flávio Bolsonaro disse que o ministro tem agido com pressa para aplicar punições:
“Rasgando a nossa Constituição sem processo legal, sem ampla defesa, sem contraditório. É uma pressa para que se concretize uma certa vingança. Isso não tem espaço na nossa democracia, esse ‘alexandrismo’ tem que acabar.”
O senador disse ainda acreditar que a oposição no Congresso já possui os votos necessários para aprovar um projeto de anistia para os presos do 8 de janeiro.
Ato em Copacabana
Durante o evento, diversos parlamentares e governadores, como Cláudio Castro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), devem se reunir em um trio elétrico.
O ato também tem como objetivo pressionar o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, que tem sido alvo de críticas frequentes de Bolsonaro e seus aliados.
Denúncia contra Bolsonaro
O ato em Copacabana ocorre enquanto o STF analisa a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro, acusado de tentar um golpe de Estado.
Bolsonaro foi denunciado junto com outras 33 pessoas por suposto envolvimento no planejamento e tentativa de execução de um golpe de Estado após sua derrota para Lula nas eleições de 2022.
A denúncia inclui acusações de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e participação em organização criminosa.
Segundo a PGR, Bolsonaro teria editado uma minuta golpista, buscado apoio dos comandantes das Forças Armadas para a conspiração, concordado com um plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes e sido um dos responsáveis pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Fonte: O Antagonista