O Kuwait acusou o Irã de atacar nesta sexta-feira (03) uma usina de energia e dessalinização e a refinaria de Mina al-Ahmadi. Segundo a estatal de petróleo kuwaitiana, o bombardeio provocou incêndios em diversas áreas do complexo.
Não há informações sobre feridos até o momento. O regime dos aiatolás nega a responsabilidade e atribui o ataque a Israel.
O Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do Kuwait responsabilizou o Irã e afirmou que houve danos em várias unidades da usina. Já a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) rejeitou a acusação e classificou o episódio como “este ato desumano”.
Em comunicado, a IRGC declarou “que as bases e o pessoal militar americanos na região, bem como os centros militares e de segurança do regime sionista nos territórios palestinos ocupados, são nossos alvos prioritários”.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou o ataque iraniano como “irresponsável” após conversa com o príncipe herdeiro do Kuwait, Meshal al-Ahmad al-Sabah. Após o diálogo, o Reino Unido anunciou o envio do sistema de defesa aérea Rapid Sentry ao Kuwait para proteger interesses britânicos e locais e evitar escalada do conflito.
A infraestrutura atingida é considerada estratégica. No Kuwait, cerca de 90% da água potável depende de dessalinização, o que torna ataques desse tipo uma ameaça direta ao abastecimento.
A ofensiva iraniana ocorre um dia após os EUA atacarem uma ponte no Irã, em meio à escalada do conflito iniciado após bombardeios conjuntos com Israel em fevereiro. O presidente Donald Trump também voltou a ameaçar atingir instalações elétricas iranianas.
Em resposta, o porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que Teerã poderá atacar infraestrutura energética regional e ativos ligados a EUA e Israel. Segundo ele, caso as ameaças se concretizem, o Irã atingirá instalações de energia, combustível e telecomunicações com participação norte-americana na região.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, forças iranianas têm retaliado com ataques a estruturas energéticas em países aliados dos EUA no Golfo, como Ras Laffan, no Catar.