Em entrevista ao ALive nesta quarta-feira (08), o empresário Pablo Marçal (PL) negou que tenha alguma influência nas falas e nas decisões do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Não influencio ele, ele não me influencia”, afirmou.
Na ocasião, o apresentador Claudio Dantas apontou que o parlamentar mineiro está sendo acusado por alguns bolsonaristas de “tentar rachar a direita” e indagou se Marçal estaria por trás desse movimento.
“Eu acredito que ninguém influencia o Nikolas, ele é cabeça de chave”, disse o empresário no programa. Para ele, Nikolas faz parte de um movimento no Brasil para derrubar a esquerda: “O Nikolas é líder de um movimento [contra o PT] e tem um povo que o apoia, independentemente do que os outros acham ou não”.
“Não influencio ele, ele não me influencia. Nós temos amizade”, afirmou Marçal, destacando que o deputado mineiro faz parte de um “chamado” e que, nesse chamado, “é impossível eles não apanharem, é impossível viver sem divergência”.
“É impossível viver em paz num país onde ninguém apoia a prosperidade, mata seus próprios heróis, destrói tudo”, prosseguiu.
“Então, assim, ninguém manda no Nikolas. O Nikolas é uma liderança forte, óbvio, né, que para a gente destronar o pior grupo político [PT] que já passou em 500 anos de história do Brasil, precisamos juntar todas as forças. [Mas] se a gente não tiver a sobriedade, a sabedoria de pegar essas forças e criar uma convergência para atingir um alvo, é óbvio que nós vamos quebrar essa energia”, completou Marçal.
Ao comentar sobre o embate entre o deputado mineiro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que, nos últimos dias, criticou diretamente Nikolas, o empresário afirmou que “gratidão não prescreve”, mas “se alguém está cobrando [a gratidão que foi dada], é porque não era uma doação, era um investimento”.
“Então, se alguém cobra algo que fez pelo outro, ele está sendo um investidor profissional”, disse Marçal ao comentar sobre o posicionamento de Eduardo. “Só que a pergunta é: você acordou o dividendo? Você acordou esse acerto?”
Para Marçal, Eduardo está “bem-intencionado” com as cobranças ao deputado, mas que acabou aderindo a uma estratégia de “all-in”: “O Eduardo, ele está acuado, eu imagino que estar fora da sua terra, perder seu mandato, viver essa história com o pai, se você tiver um pouco de benevolência, não cabe julgamento no caso dele”.
“Às vezes, no all-in, você vai entrar numa estratégia, você perde a mão e sai do jogo. Então, ele fez uma estratégia que poderia realmente criar uma quebradeira aqui no Brasil”, continuou Dantas.
“Eu olho para ele, vejo ele acuado, e para ele sair nos noticiários, é que ele tem que sempre dar uma manifestada”, afirmou Marçal. “Eu entendo ele, eu até desejo que ele consiga alcançar o desejo do coração dele”, completou, destacando que o “desejo” de Eduardo é ser presidente.
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