Ex-governador reage a fala de ministro e questiona atuação do Supremo
Depois de críticas direcionadas pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o político reagiu e afirmou não temer a Corte.
Em publicação no X, o Gilmar afirmou ser “no mínimo irônico” ver ataques ao Supremo por parte de quem recorreu à Corte durante sua gestão estadual. O ministro citou que decisões do tribunal permitiram ao governo mineiro adiar o pagamento de parcelas da dívida com a União.
É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União.
A Nota Técnica SEI nº…— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) April 15, 2026
Zema reage a críticas de Gilmar Mendes
Em resposta, Zema afirmou que recorreu ao STF para defender os interesses de Minas Gerais.
O ex-governador disse que atuou dentro da legalidade e contestou a interpretação do ministro. Segundo ele, a busca por decisões judiciais ocorreu dentro dos mecanismos institucionais previstos.
Ele declarou que não considera decisões judiciais como favores e criticou o que chamou de “modelo mental” de Gilmar. Segundo Zema, decisões devem seguir critérios técnicos e jurídicos.
Tensão com o STF
A declaração do ministro teve como base a Nota Técnica SEI nº 1.488/2026, do Ministério da Fazenda. O documento aponta que o governo mineiro acionou o STF em diversas ocasiões para suspender obrigações bilionárias, relacionadas principalmente ao pagamento da dívida com a União.
Gilmar afirmou que sem essas decisões, o Estado poderia enfrentar desorganização fiscal e risco à continuidade de serviços públicos.
Em resposta, Zema afirmou que não se sente intimidado e disse que continuará criticando o STF enquanto considerar inadequada a atuação da Corte.
Ele também cobrou mudanças de postura no Judiciário e defendeu que ministros respeitem os limites institucionais estabelecidos pela Constituição, reforçando o tom adotado nas declarações recentes.