O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), antecipou na noite de ontem (29) o placar que levaria à rejeição da indicação de Jorge Messias, feita por Lula (PT), ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pouco antes do resultado ser divulgado, o parlamentar foi flagrado mencionando uma derrota de Messias por 8 votos. A fala de Alcolumbre foi registrada por microfone da Mesa Diretora da Casa Alta: “Acho que vai perder por oito”.
Messias terminou com 34 votos a favor e 42 contrários, diferença de 8 votos. Eram necessários ao menos 41 votos para aprovação, o que representa maioria absoluta dos 81 senadores, e o indicado ficou a 7 votos do mínimo exigido para se tornar ministro do Supremo.
Alcolumbre afirmou em nota que foi questionado, na ocasião, pelo líder do governo Lula, senador Jaques Wagner (PT), sobre o placar da votação e que, “como outros parlamentares que, ao longo dos últimos dias, vinham fazendo avaliações, deu sua opinião”.
“Isso só reafirma e demonstra a experiência do presidente da Casa em votações”, completa a nota divulgada pela Presidência do Senado.
Indicado por Lula há mais de 5 meses, Messias enfrentou resistência da oposição e da cúpula do Senado, especialmente de Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa, para a vaga no STF.
A rejeição de um indicado ao Supremo não ocorria há 132 anos, o que resultou em uma derrota histórica para Lula. A última vez em que o Senado havia barrado uma indicação presidencial ao STF foi em 1894, cinco anos após a Proclamação da República. Na ocasião, foram rejeitados cinco nomes indicados por Floriano Peixoto.