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Retorno de policiais cedidos foi anunciado por Lula em abril

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Uma reportagem publicada pelo Estadão associou o envio recente de ofícios do Ministério da Justiça para o retorno de policiais cedidos a outros órgãos a possíveis disputas envolvendo investigações em andamento e gabinetes do Judiciário. No entanto, documentos oficiais e declarações públicas do Lula mostram que a medida foi anunciada meses antes e já estava em execução desde abril.

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A reportagem informou que o Ministério da Justiça enviou ofícios determinando o retorno de policiais federais, rodoviários federais e policiais penais cedidos a outros órgãos públicos. O texto destacou reações nos bastidores do Judiciário e mencionou especulações de que a medida poderia atingir equipes ligadas a investigação do Banco Master e do INSS.

Embora os ofícios tenham sido enviados recentemente, a matéria não contextualiza adequadamente que a decisão já havia sido anunciada publicamente pelo governo meses antes.

O que mostram os fatos

Em 23 de abril de 2026, durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), o Lula declarou publicamente que havia solicitado ao então ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a elaboração de uma nota convocando delegados e agentes cedidos a outros órgãos para retornarem à Polícia Federal.

Na ocasião, Lula afirmou:

“Aqueles agentes ou delegados que estão em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque vamos derrotar o crime organizado neste país. Precisamos de todos os delegados e todos os agentes trabalhando para prender bandido neste país.”

O presidente também esclareceu que a medida não se aplicaria aos policiais que ocupam cargos de secretários estaduais.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado.”

As declarações foram registradas e publicadas pelo jornal Valor em reportagem de 23 de abril.

O próprio Ministério confirma que o processo começou em abril

Além das declarações presidenciais, o próprio Ministério da Justiça informou que o processo de retorno dos servidores teve início no fim de abril.

Segundo manifestação do secretário-executivo da pasta, Ademar Borges:

“O processo de retorno dos policiais federais, rodoviários federais e policiais penais — seguindo a diretriz presidencial amplamente divulgada — para reforço e valorização das atividades finalísticas e de combate ao crime organizado teve início no fim de abril e continua em curso.”

A declaração confirma que os ofícios enviados recentemente fazem parte de uma política já anunciada anteriormente pelo governo, e não de uma decisão repentina tomada nas últimas semanas.

Há evidências de motivação específica?

A reportagem do Estadão menciona que integrantes da Polícia Federal e do Judiciário associam a medida a investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal e a auxiliares de ministros da Corte. No entanto, o texto não apresenta documentos, determinações oficiais ou provas que demonstrem que o retorno dos servidores tenha sido motivado por esses casos específicos.

Até o momento, as informações públicas disponíveis indicam que a medida decorre de uma diretriz anunciada pelo presidente da República em abril e posteriormente executada pelo Ministério da Justiça.

A reportagem procurou o Ministério da Justiça para esclarecer detalhes sobre o cronograma da medida, os critérios adotados para os pedidos de retorno e o alcance das determinações. Até a publicação deste texto, não houve resposta.





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