Home Nóticias Campanha de Flávio diz que decisão de Moraes é “ilegal e inconstitucional” – Paulo Figueiredo

Campanha de Flávio diz que decisão de Moraes é “ilegal e inconstitucional” – Paulo Figueiredo

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Ministro do STF suspendeu visitas do senador a Jair Bolsonaro durante 90 dias; decisão foi motivada pela divulgação de uma carta do ex-presidente

Os advogados da campanha do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), definiram como “ilegal e inconstitucional” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu o parlamentar de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias após a divulgação de uma carta do ex-presidente.

Em nota, a defesa diz que vai recorrer judicialmente da decisão e ressaltou que Flávio é advogado do ex-presidente. “A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado.”

Na mesma linha, a campanha do senador definiu como “autoritária” e uma “clara interferência no jogo político” a decisão de Moraes. A decisão também foi classificada como “desproporcional” e uma forma de tornar o ex-presidente incomunicável. “Uma clara interferência no jogo político”, afirma a nota assinada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha e líder da oposição no Senado.

“A medida reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual. Parte do Supremo Tribunal Federal abandona a necessária posição de árbitro institucional e passa a atuar, aos olhos de milhões de brasileiros, como adversário político de Jair Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e de todo o campo de oposição”, afirmou.

A equipe da pré-campanha comparou o cenário com o de 2018, quando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), após condenação relacionada à Operação Lava Jato.

Segundo Marinho, na época, Lula recebia “centenas de visitas e manteve interlocução política com seus aliados”, além de ter se manifestado por cartas durante a campanha eleitoral daquele.

“Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento”, disse. A nota também afirma que “calar um preso dessa maneira é inconstitucional”.

Crédito CNN Brasil



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