O ALive desta segunda-feira (20) recebeu o advogado Diogo Franco, visto pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) como integrante de um suposto “gabinete do ódio” contra o órgão ambiental na Terra do Meio, no Pará (PA), por fazer denúncias de irregularidades cometidas pelo instituto no local.
Recentemente, o ICMBio disse à Justiça que é vítima de uma “cadeia criminosa” envolvendo políticos, advogados e influenciadores digitais, que atuariam em coordenação para “impedir a retirada do gado ilegalmente criado na estação ecológica”.
Ao comentar sobre o assunto, Franco disse que existe uma “subversão”, “inversão” e “perversão” de “valores e de conceitos do ordenamento jurídico” no Pará por parte dos órgãos ambientais.
“As pessoas têm estado cada vez mais inseguras, amedrontadas dentro das suas propriedades, porque aqui não tem mais lei, não tem mais nada onde a pessoa possa se amparar”, criticou. “Então, angústia aqui em geral e a gente tem sido uma voz que tem demonstrado essa lastimável realidade contra o produtor que está aqui no estado do Pará”.
“Eles criam a lei na cabeça deles, eles criam a vontade deles e aí pega e faz o que cometeram lá com o seu Pedro Coco”, disse o advogado. O pequeno produtor rural teve seu gado apreendido ilegalmente pelo ICMBio.
Na visão do advogado, os órgãos ambientais “imprimem um princípio do comunismo” no Brasil “de criminalizar a pessoa que possa crescer economicamente”.
“A gente tem visto essa trama orquestrada que é um plano de expulsão, tirando as pessoas, os pequenos produtores aqui do nosso estado do Pará”, completou.
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