O programa ALive desta quinta-feira (30) abordou o convite feito pelo presidente Lula (PT) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para “tomar um café”, após a cerimônia de sanção da lei que cria o chamado “PIX Pensão Alimentícia”, realizada no Palácio do Planalto.
Para o apresentador Claudio Dantas, o fato de o presidente da República, candidato à reeleição, convidar um ministro do Supremo “que mandou prender” e “silenciar” o “maior concorrente desse presidente” demonstra que o Brasil vive uma situação em que “não é uma eleição”.
“[Alexandre de Moraes] prendeu, perseguiu e condenou o maior concorrente do presidente [Lula]”, afirmou Dantas. Em seguida, criticou o convite feito pelo petista ao ministro para “tomar um café”.
O jornalista também criticou o que chamou de “TSE paralelo”, afirmando que Moraes tenta criar uma estrutura para acusar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “violar alguma coisa”, mesmo sem, segundo ele, haver investigação contra o parlamentar. De acordo com Dantas, essa Corte seria usada para “perseguir a família Bolsonaro, prender todo mundo, apagar da memória” e “tirar [Flávio Bolsonaro] da eleição”.
Dantas afirmou ainda que sempre sustentou a existência de um “conluio entre a cúpula do Judiciário e o Executivo” e disse que decisões recentes de Moraes seriam a “prova cabal”: “Você tem um ministro que puxa para ele a missão de tirar da corrida presidencial o nome que o pai foi preso ilegalmente, mostrou resiliência, o eleitorado está lá, os trackings […] e isso com toda a mídia perseguindo o Flávio”.
“Qual é a saída para a gente? Qual é a saída para o país?”, questionou Dantas. Na sequência, afirmou que “essa eleição já está dada” e que o “resultado dela já está espelhado na Venezuela”, acrescentando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não vai permitir que Lula, junto com Moraes, roube uma eleição”.
“Você não pode ter um ministro tomando cafezinho com o presidente da República. O ministro supremo não tinha nem que estar em evento público de agenda com o Executivo. Com que isenção que ele vai julgar qualquer coisa que envolva o interesse do Executivo, do presidente da República?”, questionou o apresentador do ALive.
ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE: