O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou hoje (31) que é inocente das suspeitas investigadas pela Polícia Federal no caso envolvendo o extinto Banco Master. O parlamentar disse que o inquérito serve para “afastar a culpa”, mas evitou comentar o mérito da investigação.
“O [meu] advogado e o pessoal de imprensa pedem para nem falar sobre isso. Dizem tudo que se está sendo investigado, é direito seu [Jaques] ficar em silêncio, mesmo diante da imprensa. Então peço até desculpa, ele pede para não falar. Mas vou citar uma frase no texto do ministro André Mendonça, que diz: ‘o inquérito, a investigação, serve até para afastar a culpa’”, afirmou em entrevista à Rádio Baiana FM.
Na sequência, o senador declarou: “Então, eu tenho certeza de que vou provar minha inocência. O inquérito, evidentemente, demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição. Temos dois meses para a eleição. Sábado vai ser a nossa convenção com a presença do [presidente] Lula”.
Durante a entrevista, Jaques afirmou que continua recebendo apoio do presidente Lula, mesmo após deixar a liderança do governo no Senado. Também disse que permanecerá concentrado na campanha eleitoral enquanto a investigação prossegue.
O senador afirmou ainda que está tranquilo em relação ao trabalho das instituições e citou novamente o ministro André Mendonça ao defender o andamento da apuração. “A Polícia Federal que faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie e o magistrado vai julgar. Como diz o presidente Lula, ‘Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo’ – eu sei o que eu fiz e estou tranquilo”, declarou.
Jaques Wagner também relembrou uma investigação aberta em 2018, durante sua primeira campanha ao Senado. Segundo ele, o caso tratava da Arena Fonte Nova e terminou sem indiciamento.
“Na época, era sobre a Fonte Nova. Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado. Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo”, afirmou.
O senador é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de pagamento de vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master. Documentos da investigação apontam indícios de supostos benefícios patrimoniais, uso de aeronaves e intermediação de operações financeiras, acusações que o parlamentar nega.