O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (6) uma nova rodada de sanções contra o regime cubano e endureceu o discurso contra Havana. Ao divulgar as medidas, Rubio classificou Cuba como um “Estado patrocinador do terrorismo” e afirmou que o governo do presidente Donald Trump (Republicano) não aceitará a atuação de um “Estado pária” tão próximo do território americano.
As novas sanções atingem cinco entidades cubanas e oito pessoas ligadas ao Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR) e ao aparato de segurança do regime. Segundo o Departamento de Estado, os alvos estariam envolvidos na aquisição de armamentos no exterior e na facilitação da cooperação militar entre Cuba e países como Rússia, China e Irã.
Em publicação na rede social X, Rubio afirmou que o regime comunista cubano representa uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos.
“O regime comunista cubano é um Estado patrocinador do terrorismo que espiona os Estados Unidos, arma radicais violentos de esquerda, dissemina a ideologia marxista nociva e serve como base de operações para a Rússia, a China e o Irã, a apenas 145 quilômetros de nossas fronteiras”, escreveu.
O secretário acrescentou que as medidas fazem parte da estratégia do governo Trump para isolar o regime cubano.
“Como disse o presidente Trump: os Estados Unidos não tolerarão um Estado pária que abriga operações militares, de inteligência e terroristas hostis em nossa fronteira.”
Rubio também fez um alerta a instituições financeiras e empresas que mantenham relações com os sancionados.
“Qualquer pessoa que apoie, patrocine ou preste serviços a esses atores sancionados corre o risco de também ser sancionada. Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços ou detêm fundos para essas entidades devem encerrar essas atividades imediatamente”, afirmou.
Governo Trump amplia pressão sobre Havana
Em comunicado oficial, o Departamento de Estado informou que as sanções foram adotadas com base na Ordem Executiva 14404, assinada por Trump em maio deste ano, que autoriza medidas contra pessoas e organizações ligadas à repressão em Cuba e consideradas ameaças à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.
Segundo o governo americano, o aparato militar e de inteligência cubano é utilizado para espionar os Estados Unidos, prestar apoio material a grupos extremistas, difundir a ideologia marxista e servir de plataforma para operações conduzidas por Rússia, China e Irã.
“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas à nossa disposição para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano e para impulsionar reformas econômicas e políticas que proporcionem um futuro melhor ao povo cubano”, afirmou Rubio no comunicado.
Militares e empresas estão entre os alvos
Entre os sancionados estão o ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Álvaro Victoriano López Miera; o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cuba, Roberto Legra Sotolongo; o diretor de Relações Exteriores do Ministério das Relações Exteriores cubano, Oscar Enrique Biosca Gallego; além de dois adidos militares que atuam na Rússia e na China.
As cinco empresas atingidas pelas medidas são apontadas pelo Departamento de Estado como responsáveis por facilitar a importação de equipamentos militares destinados ao regime cubano, especialmente provenientes da Rússia e da China.
As sanções incluem o bloqueio de ativos sob jurisdição americana e a proibição de transações financeiras ou comerciais com cidadãos e empresas dos Estados Unidos.