O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim. Segundo a decisão, Cutrim foi identificado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o uso de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares no Estado. As informações são da CNN.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a assessoria do STF. O advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, confirmou a operação.
De acordo com a defesa, a identificação de Cutrim como suposta fonte ocorreu após a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos anteriormente com o jornalista. O advogado afirmou que outro mandado também atingiu o advogado de Luís Pablo.
A operação é um desdobramento da investigação que levou a PF a cumprir, em março, um mandado de busca contra o jornalista. Na ocasião, Luís Pablo havia publicado reportagens questionando o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares.
Segundo o advogado de Cutrim, a defesa ainda não teve acesso integral aos processos e sustenta que as denúncias que deram origem às reportagens permanecem sem apuração.
Investigação
Cutrim é delegado aposentado da Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual. Ele também ocupou o cargo de secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo de Carlos Brandão.
O ex-secretário já havia sido alvo de uma operação da PF em julho, determinada pelo ministro Flávio Dino, e passou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A investigação anterior tramita sob sigilo.
Na nova operação, agentes federais voltaram a endereços ligados a Cutrim. A ação desta terça-feira também é apontada como desdobramento do caso envolvendo Luís Pablo.
A defesa de Cutrim afirma que ele é adversário político de Flávio Dino no Maranhão e questiona a condução das investigações. As autoridades, por sua vez, sustentam a medida judicial com base nas diligências realizadas pela Polícia Federal.
O caso segue sob sigilo no STF.