O Partido Liberal (PL) ampliou a articulação nos estados para fortalecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e buscar a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado nas eleições de outubro. A estratégia inclui candidaturas próprias e alianças com outros partidos em apoio ao projeto presidencial desde o primeiro turno.
A legenda já estruturou 22 palanques estaduais para Flávio, sendo 14 candidatos do próprio PL aos governos estaduais e oito nomes de partidos aliados. A articulação permite que diferentes candidaturas majoritárias apoiem o senador na disputa presidencial, inclusive com até duas ou três chapas de diferentes siglas em determinados estados.
O objetivo também é ampliar a presença do PL no Congresso a partir de 2027. A estratégia nacional combina candidaturas ao governo e ao Senado para garantir a presença do partido e de aliados nas disputas majoritárias em todo o país. A estrutura de 22 palanques já havia sido apontada em maio como parte da organização da pré-campanha de Flávio, coordenada politicamente pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
“A nossa expectativa é termos um partido organizado em todas as unidades da Federação, porque mesmo naqueles estados que ainda não temos palanques para governo do Estado, temos candidaturas majoritárias ao Senado. O PL sai com 33 candidatos próprios ao Senado e chegaremos, no total, com 47 candidatos em todo o Brasil, O tamanho, a importância e a legitimidade desse grupo político é inquestionável”, destaca o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio.
Marinho também atribuiu o crescimento eleitoral do PL à chegada do ex-presidente Jair Bolsonaro à legenda. Segundo ele, o partido passou de cerca de 3 milhões de votos para prefeituras em 2020 para quase 17 milhões em 2024.
“Tudo começa em 2021, com a chegada de Jair Messias Bolsonaro. E as eleições de 2024 mostraram isso. Em 2020, o PL fez aproximadamente três milhões de votos para prefeituras em todo o Brasil. Em 2024, fomos para perto de dezessete milhões de votos, sendo o maior partido em número de votos. Em 2020, o PL fez apenas uma cidade com acima de duzentos mil eleitores. Em 2024, com a chegada de Bolsonaro foram dezesseis cidades. Temos a expectativa de continuarmos a ser a maior bancada nas duas casas legislativas. O PL está muito mais forte e pronto para essas eleições. Não tenho dúvida nenhuma que faremos a Presidência da República e a maior bancada na Câmara e no Senado” afirma Marinho.
O coordenador da campanha também apresentou a posição do PL sobre pautas defendidas pelo eleitorado de direita.
“O PL representa a direita no Brasil. Representa esse sentimento que foi vocalizado e traduzido pelo presidente Bolsonaro, de um partido que defende a família, que defende valores, que defende a vida desde a sua concepção, que é intolerante no combate à droga e ao crime organizado. Que defende o direito à propriedade e um Estado que serve à sociedade e não se serve dele. Um Estado eficiente, racional e com profissionalização na gestão das empresas públicas e o princípio da moralidade.”
Flávio Bolsonaro atribuiu a ampliação dos palanques à articulação feita pela direção da legenda e por Rogério Marinho. O senador afirmou que a estrutura dará alcance nacional à candidatura.
“Agradeço ao Rogério Marinho, que participou ativamente das negociações para essa composição, que vai dar uma capilaridade gigantesca para nossa candidatura no Brasil inteiro. Eu não tenho dúvida que nós vamos conseguir virar essa triste página da história do atual governo, que só está deixando de legado violência, corrupção e desesperança’, afirmou o senador.
O candidato do PL também destacou a importância da composição do Congresso para a implementação das propostas defendidas durante a campanha. Segundo ele, a renovação do Senado em 2027 poderá ampliar a presença da centro-direita na Casa.
“Não tenho dúvida de que o Senado, a partir de 2027 com a renovação de dois terços, vai ser ainda mais a centro-direita. Vamos reduzir a maioridade penal e alterar a legislação penal para classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. A partir de janeiro do ano que vem, vou declarar guerra aos narcoterroristas. Vamos mexer no Código Penal para que ladrão de celular pegue no mínimo oito anos de cadeia”, destacou Flávio.