Home Nóticias Polícia indicia representantes do Goldman Sachs por fraude e estelionato

Polícia indicia representantes do Goldman Sachs por fraude e estelionato

by admin
0 comentário

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois representantes do Goldman Sachs por suspeitas de estelionato e fraude em uma investigação que apura a estrutura acionária da Oncoclínicas e a não realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) destinada aos acionistas minoritários.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo o despacho policial, obtido pela Reuters, a investigação apura se informações sobre a participação acionária ligada ao banco americano foram apresentadas de forma a afastar a obrigação prevista no estatuto da companhia de realizar a oferta pública.

Para os investigadores, os representantes do Goldman Sachs teriam participado conscientemente da construção de uma interpretação sobre a composição societária da empresa que teria surgido no momento em que uma reorganização acionária poderia acionar a cláusula estatutária da OPA.

A apuração conclui, em tese, que a estrutura permitiu manter uma participação superior ao limite previsto no estatuto sem a realização da oferta obrigatória aos demais acionistas. Com isso, o inquérito aponta possível prejuízo aos investidores minoritários e enquadra os investigados nos crimes de estelionato e fraude previstos no Código Penal.

O centro da disputa é uma regra do estatuto da Oncoclínicas que determina a realização de uma oferta pública para a totalidade das ações quando um investidor passa a deter participação igual ou superior a 15% do capital social da companhia.

A controvérsia ganhou força após uma reorganização envolvendo fundos ligados ao Goldman Sachs. Em novembro de 2024, o fundo Centaurus passou a deter 16,05% das ações da Oncoclínicas depois da reorganização dos fundos Josephina, que já possuíam participação na empresa. Posteriormente, a estrutura societária sofreu novas alterações.

Após a reorganização, acionistas minoritários passaram a questionar por que a ultrapassagem do limite estatutário não resultou na realização da oferta pública prevista nas regras da companhia.

De acordo com a linha de investigação da Polícia Civil, informações apresentadas posteriormente sobre a estrutura de propriedade teriam sido utilizadas para sustentar que a OPA não era exigível. O despacho afirma que essa interpretação teria levado a própria Oncoclínicas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a B3 e os acionistas a entenderem que a oferta não seria obrigatória.

No âmbito administrativo, porém, a área técnica da CVM adotou entendimento diferente. Em parecer divulgado em 30 de junho, a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) concluiu que o fundo Centaurus já detinha, de forma indireta, participação superior a 15% da companhia antes da abertura de capital, por meio de uma estrutura de coinvestimento existente desde 2018.

Segundo a área técnica da autarquia, as reorganizações societárias posteriores não representaram o ingresso de um novo investidor, mas apenas a redistribuição de uma posição acionária já existente. Com esse entendimento, a SRE concluiu que o fundo Josephina III não estava obrigado a promover a oferta pública. A decisão ainda pode ser submetida ao colegiado da CVM por meio de recurso.

Procurada, a Oncoclínicas não havia se manifestado sobre o caso até a publicação da reportagem.

Em nota enviada para a imprensa, a Goldman Sachs afirmou que as acusações não têm fundamento e declarou que continua convicto de que atuou de forma adequada durante toda a operação.





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO