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Senado gastou R$ 40,5 mi com saúde de parlamentares em 2025

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O Senado Federal gastou R$ 40,48 milhões em 2025 com a assistência à saúde de senadores, ex-senadores e dependentes. Os próprios beneficiários contribuíram com R$ 5,18 milhões, o equivalente a 12,8% das despesas. Os outros 87,2%, ou R$ 35,3 milhões, foram cobertos pelo orçamento público, segundo estudo do Ranking dos Políticos.

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O levantamento mostra uma diferença significativa em relação à Câmara dos Deputados. No Senado, o gasto médio chegou a R$ 64.351,10 por beneficiário no ano, ou R$ 5.362,59 por mês. Na Câmara, a média foi de R$ 6.250,57 anuais, equivalente a R$ 520,88 mensais. O custo individual do Senado foi, portanto, 10,3 vezes maior.

O Sistema Integrado de Saúde (SIS) do Senado tinha, ao fim de 2025, 629 beneficiários: 79 senadores em exercício, 187 ex-senadores e 363 dependentes. As contribuições chegaram a R$ 5.093.472,60, enquanto as coparticipações somaram R$ 86.052,32.

As despesas incluíram indenizações, restituições, pagamentos a prestadores de serviços de saúde e gastos de exercícios anteriores, como tratamentos de longo prazo iniciados antes de 2025. O resultado foi um déficit de R$ 35,3 milhões no exercício.

Câmara encerrou 2025 com superávit

Na Câmara, o cenário financeiro foi diferente. O Pró-Saúde atendia 421 deputados, 62 ex-deputados e 832 dependentes. O grupo contribuiu com R$ 8,35 milhões em 2025. As despesas chegaram a R$ 8,22 milhões, resultando em superávit de R$ 131,1 mil.

Do total gasto pela Câmara, R$ 3,35 milhões corresponderam ao custeio de atendimentos médico-hospitalares. Outros R$ 4,87 milhões foram pagos em ressarcimentos médicos e odontológicos a 264 parlamentares. Segundo o estudo, esses reembolsos não geraram mensalidade ou coparticipação adicional.

Na comparação entre as duas Casas, as contribuições dos beneficiários da Câmara cobriram 98,4% das despesas consideradas pelo levantamento. No Senado, a participação foi de apenas 12,8%. A diferença deixou o programa do Senado dependente de uma complementação de recursos públicos.

Regras também diferem dos planos privados

O estudo aponta que os programas parlamentares possuem regras próprias. Na Câmara, por exemplo, filhos podem permanecer como dependentes até os 33 anos, sem exigência de matrícula em instituição de ensino. Também existe a possibilidade de ressarcimento de despesas médico-hospitalares e odontológicas.

Os programas ainda estabelecem contribuições específicas. No caso da Câmara, dependentes pagam entre R$ 166 e R$ 941,23 por mês, conforme a faixa etária, além de coparticipação de 25% sobre despesas médicas. Ex-deputados titulares podem permanecer no programa mediante contribuição não subsidiada de R$ 792,82 a R$ 3.437,61. No Senado, senadores contribuem com valores entre R$ 361,71 e R$ 673,29, enquanto dependentes pagam entre R$ 409 e R$ 1.117.

O levantamento também usa como referência uma mensalidade média de R$ 528 por beneficiário em planos privados e um investimento público médio de R$ 116,50 mensais por habitante no SUS. O estudo ressalta que os valores não são diretamente equivalentes, mas afirma que a comparação ajuda a dimensionar a diferença entre os recursos destinados à população e aqueles empregados nos programas parlamentares.

Estudo recomenda limitar subsídio público

O Ranking dos Políticos recomenda aumentar a participação financeira dos próprios parlamentares no custeio dos benefícios, principalmente no Senado. O estudo também sugere reduzir a idade máxima para dependentes para o padrão de 21 anos, ou 24 anos no caso de estudantes, além de restringir os reembolsos a situações excepcionais.

Outra recomendação é criar mecanismos permanentes de transparência, com divulgação periódica do custo por beneficiário, da parcela financiada com dinheiro público e da evolução anual das despesas. O documento também propõe auditorias independentes e limites para o subsídio público por beneficiário.

O estudo foi elaborado com base em informações oficiais da Câmara e do Senado. Para a Câmara, foram utilizados dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. No Senado, além das informações fornecidas em resposta a pedido de acesso, foram consultados dados do relatório financeiro de assistência à saúde disponível no Portal da Transparência.

Sugestão de chamada para o release:
Senado gastou R$ 40,5 milhões com saúde de parlamentares em 2025, mas beneficiários pagaram só 12,8% da conta

Esse é, na minha avaliação editorial, o melhor número para abrir o release, porque concentra em uma única informação o gasto total, a baixa participação dos beneficiários e o peso do orçamento público.





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