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‘Querem embasar perseguição em cima de mim?’

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O programa ALive desta quarta-feira (19) recebeu a comunicadora conservadora Bárbara Destefani, do canal ‘Te Atualizei’. No programa, ela rebateu a reportagem da Agência Pública, que a acusa de ser investigada “por produzir fake news e por financiar atos antidemocráticos”.

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A reportagem também diz que ela “publica frequentemente ataques a decisões do STF, defende a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo, além de apoiar intervenções dos Estados Unidos no Brasil”.

Ao ALive, Bárbara disse que matérias como essa da agência, com acusações contra direitistas, já foram utilizadas pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes para “embasar decisões” contra conservadores. Disse ainda que o portal entrou em contato com ela às 22h, solicitando um posicionamento, e que publicaria a matéria às 4h da manhã.

Para a comunicadora, é “óbvio” que, “devido a esse espaço de tempo”, eles não queriam o seu posicionamento. “Esse tipo de matéria da Agência Pública, quando me acusa, inclusive, de coisas que eu não fiz, isso, Agência Pública, isso é calúnia”.

“Inclusive, estou enviando a retratação porque eu quero que vocês mantenham a preservação da investigação que vocês fizeram para poder imputar esse crime a mim, porque eu não sou investigada por financiar atos antidemocráticos”, afirmou Destefani.

“E é muito interessante me acusarem de um crime em que milhares de pessoas foram presas, que foram mais de duas mil pessoas presas, vocês incitarem esse crime contra mim, para que aconteça o quê? Que eu seja presa? Para que o meu perfil seja bloqueado? Para que eu não possa falar em período eleitoral?”, continuou a comunicadora, que conta com milhões de seguidores.

Destefani chegou a ser alvo da Polícia Federal (PF) em 2020, no inquérito “inconstitucional” das fake news, e é investigada até hoje no caso, que ainda não foi concluído por Moraes.

“Essa alegação de vocês é falsa. Imputação de crime é calúnia. Isso é crime. E como eu disse, devido ao estado de coisas que se tornou o Brasil, hoje eu sou obrigada a ter assessoramento jurídico. Então, vocês já vão receber aí a minha resposta com pedido de preservação de materiais”, completou.

Bárbara também disse no ALive que é proibida de falar sobre a investigação do acesso indevido no sistema do TSE nas eleições de 2018: “É por isso que eu não falo mais sobre isso. Não falo por quê? Porque eu sou proibida judicialmente de falar sobre isso. Sob pena de ter os meus perfis derrubados e de pagar uma multa de 20 mil. Não sei lá quanto é, não lembro”.

A comunicadora disse ainda que não acha que se deve, em uma democracia, “ser impedido de falar sobre qualquer tema ou de questionar qualquer coisa”: “Mas somos [no Brasil]. Somos. E aí eu vou recorrer a quem? Ao STF ou ao próprio ministro que deu essa decisão. Esse é o estado de coisas [no país]”.

“Vocês estão tentando usar uma matéria de jornal para embasar perseguição em cima de mim em ano eleitoral? Para calar o meu canal? Para calar a minha opinião?”, indagou Destefani. “O estado de coisas que está colocado no Brasil hoje em dia ele já virou repetitivo. A gente forçou tanto a barra nessa defesa da democracia que a gente já deu um 360 e voltamos para 2020”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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