A investigação da Polícia Federal sobre Lulinha, identificou registros de proximidade entre o filho do presidente Lula e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema de descontos ilegais contra aposentados e pensionistas. As informações foram divulgadas pela revista Veja neste domingo (30).
Segundo a reportagem, os dois frequentavam a mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger, no Lago Sul, em Brasília. O imóvel era usado para festas e encontros com empresários e autoridades. Um funcionário relatou à revista que Lulinha e o Careca do INSS, antes conhecido como “Dr. Antônio”, chegaram algumas vezes juntos ao local.
Entre os eventos citados está uma festa realizada em um barco no Lago Paranoá. Segundo a Veja, Lulinha e Antunes participavam de confraternizações com consumo de uísque e presença de mulheres.
Mansão era usada para encontros
A residência também teria sido utilizada como ponto de encontro de Lulinha com empresários e autoridades interessados em negócios com o governo. Um escritório mantido por Roberta Luchsinger no imóvel era usado para reuniões privadas entre a empresária e Antunes.
De acordo com a reportagem, o Careca do INSS costumava estar no local antes de Lulinha chegar. O funcionário ouvido pela revista afirmou: “Às vezes os dois [Lulinha e o Careca] chegavam no mesmo carro”.
A proximidade ocorreu antes de a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, revelar o esquema de descontos ilegais que atingiu aposentados e pensionistas.
A investigação também cita encontros de Lulinha com integrantes do governo. Entre os nomes mencionados estão Alexandre Padilha, então ministro das Relações Institucionais e atual titular da Saúde; Frederico de Siqueira, das Comunicações; e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social.
Também são citados assessores presidenciais que mantinham contato com o filho de Lula, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, e Swedenberger Barbosa, o “Berger”.
Defesa de Lulinha nega reuniões na mansão
A defesa de Lulinha negou à Veja que ele tenha participado de reuniões na residência com as finalidades descritas na reportagem. Segundo os advogados, ele esteve no imóvel apenas de forma episódica e pontual.
Os ministros citados e Swedenberger Barbosa afirmaram que não comentariam informações relacionadas à esfera pessoal. Marco Aurélio Santana Ribeiro não se manifestou.