Home Nóticias Delegado acusado de ‘fishing expedition’ contra Flávio estava filiado ao MDB

Delegado acusado de ‘fishing expedition’ contra Flávio estava filiado ao MDB

by admin
0 comentário


O delegado André Alves Gherardi, acusado de fotografar documentos sobre Flávio Bolsonaro na busca e apreensão contra o advogado Willer Tomaz, estava filiado ao MDB do Distrito Federal até junho passado, apenas dois meses antes da operação. A relação com o partido, segundo a ficha de filiação fornecida pelo Tribunal Superior Eleitoral, durou uma década.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Gherardi entrou para a Polícia Federal apenas em 2021. Antes, integrava o quadro técnico do MPU na capital federal, época em que já era do MDB. Sua filiação se deu durante a gestão de Tadeu Filippelli, que foi vice-governador do petista Agnelo Queiroz (2011-2014) e assessor especial do gabinete pessoal de Michel Temer, quando presidente (2016-2018).

Filippelli deixou a função em maio de 2017, ao ser preso na Operação Panateinaco sobre esquema de corrupção, superfaturamento e fraudes em licitações na reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha, para a Copa do Mundo de 2014. O emedebista foi condenado na esfera cível ao pagamento de R$ 16 milhões aos cofres públicos e perda dos direitos políticos por 10 anos. Na esfera penal, virou réu em 2018 e aguarda julgamento desde então.

Como revelamos na semana passada, o delegado André Gherardi comandou em agosto fase da Operação Sem Desconto que mirou Willer Tomaz, advogado ligado ao senador Weverton Rocha. Durante a ação, segundo denúncia do advogado Michael Cunha, o policial buscou informações sobre Flávio Bolsonaro, que não é investigado. Também apreendeu e tirou fotos de documentos, recibos e outros materiais sem conexão com a investigação.

“A despeito de o mandato especificar, detalhadamente, o objeto da diligência determinada pelo ministro relator e o escopo da referida operação, este advogado se deparou com fatos que revelam possíveis indícios de desvirtuamento do objeto do mandato pela autoridade policial e sua equipe”, escreveu. Segundo Cunha, o interesse maior da equipe era por documentos sobre “bens imóveis localizados no Rio de Janeiro”.

Em seu relato, Cunha registrou que Gherardi recebia orientações e passava informações, pelo celular, a um interlocutor desconhecido, identificado como “coordenador” da operação — algo que não é comum. Suspeita-se que o delegado estava em contato com Andrei Rodrigues ou o próprio Alexandre de Moraes. A filiação com o MDB e o apadrinhamento por parte de um cacique ligado a Temer reforçam as suspeitas.

A reportagem pediu esclarecimentos à PF sobre manter em seus quadros um delegado filiado a partido político e o risco de parcialidade ao deixá-lo conduzir investigações contra lideranças políticas consideradas rivais. O espaço permanece aberto para manifestação.

Leia também:





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO