Home Nóticias Defesa de Bolsonaro desiste de pedido para suspender pena de 27 anos – Paulo Figueiredo

Defesa de Bolsonaro desiste de pedido para suspender pena de 27 anos – Paulo Figueiredo

by admin
0 comentário


Advogados retiraram medida cautelar apresentada a Nunes Marques duas horas antes, mas mantiveram revisão criminal que contesta julgamento do ex-presidente pela 1ª Turma do STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu nesta quinta-feira, 24, do pedido de suspensão imediata da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. 

A medida cautelar havia sido apresentada cerca de duas horas antes ao ministro Kassio Nunes Marques, relator de uma revisão criminal ajuizada pelos advogados do ex-presidente em maio. Apesar da retirada do pedido para interromper a execução da pena, a defesa informou que pretende manter a ação principal em tramitação.

Os advogados não apresentaram justificativa para a desistência. Em nova petição encaminhada ao Supremo, pediram apenas a homologação da retirada da medida cautelar e ressaltaram que a decisão não alcança os demais argumentos apresentados na revisão criminal.

“Jair Messias Bolsonaro, já qualificado nos autos em epígrafe, por seus advogados constituídos, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, DESISTIR do pedido de medida cautelar protocolado nesta data, requerendo sua homologação, que se restringe à tutela incidental, devendo a presente Revisão Criminal prosseguir regularmente em seus ulteriores termos, com a integral reiteração das razões e dos pedidos formulados na petição inicial”, afirmou a defesa.

Horas antes, os advogados haviam solicitado a Nunes Marques que suspendesse a execução da pena até o julgamento definitivo da revisão criminal. Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022.

Defesa contesta competência da 1ª Turma

De acordo com a defesa de Bolsonaro, um dos principais argumentos da revisão criminal é a existência de dúvida sobre a competência da 1ª Turma para julgar o ex-presidente.

Os advogados sustentam que o Regimento Interno do STF atribui ao plenário da Corte a competência para processar e julgar o presidente da República nos crimes comuns. Contudo, a própria defesa reconheceu que o texto não estabelece expressamente qual órgão deve analisar acusações contra um ex-presidente por fatos supostamente praticados durante o exercício do mandato.

É justamente nessa lacuna que os advogados fundamentam a contestação. Para a defesa, a ausência de uma regra específica deveria ter levado o processo ao plenário, formado pelos 11 ministros do Supremo, e não à 1ª Turma.

A revisão criminal busca, portanto, reexaminar a condenação já imposta a Bolsonaro. Com a petição apresentada nesta quinta-feira, porém, a defesa deixou de pedir que Nunes Marques suspenda cautelarmente a execução da pena enquanto esse julgamento não ocorre.

Caso Master é citado pela defesa

Outro argumento retomado pelos advogados é o de suposto cerceamento de defesa em razão do acesso tardio e incompleto ao conjunto de provas reunido durante a investigação.

Para sustentar a tese, a defesa estabeleceu um paralelo com a recente crise no STF que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A controvérsia ganhou força depois de o ministro André Mendonça retirar o sigilo de relatório da Polícia Federal que continha mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. O episódio levou à marcação de um julgamento no plenário do Supremo sobre a necessidade de investigação contra Moraes.

Na sequência, ministros alinhados à posição de Moraes passaram a defender a retirada integral do sigilo do material relacionado ao caso Master. O argumento é que não caberia a Mendonça selecionar quais elementos poderiam ser tornados públicos para que Moraes apresentasse sua defesa.

Os advogados de Bolsonaro afirmam que a discussão guarda semelhança com o que ocorreu no processo do ex-presidente. A defesa sustentou também que houve uma seleção prévia dos elementos probatórios aos quais teve acesso durante a tramitação da ação.

Crédito Revista Oeste



Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO