Home Nóticias AGU tenta barrar precatórios de usinas no STF risco de rombo

AGU tenta barrar precatórios de usinas no STF risco de rombo

by admin
0 comentário

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de ações indenizatórias e de pagamentos de precatórios ligados ao setor sucroalcooleiro que podem gerar um impacto de R$ 255,3 bilhões aos cofres públicos em 2026. O órgão quer que o plenário da Corte defina se as empresas precisam comprovar, por meio de perícias individualizadas, os prejuízos econômicos alegados contra a União.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (8), em processo relatado pelo ministro Gilmar Mendes. A AGU também solicitou o bloqueio de valores já expedidos que ainda estejam sujeitos a pagamento, levantamento ou transferência até que o Supremo uniformize o entendimento sobre o tema.

A controvérsia envolve indenizações reivindicadas por usinas em razão da política de preços adotada pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) nas décadas de 1980 e 1990. Para o governo, a continuidade das execuções sem comprovação técnica do prejuízo efetivamente sofrido por cada empresa pode resultar em desembolsos bilionários sem a demonstração do dano.

O cálculo da União considera processos em fase de liquidação, execução ou contestação da execução. A maior parcela está concentrada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com R$ 224,69 bilhões em cobranças, incluindo juros. Em uma amostra de 98 processos, a AGU identificou mais de R$ 12,37 bilhões em precatórios já quitados. O risco fiscal relacionado ao setor já constava da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, que estimava R$ 103,4 bilhões em disputas classificadas como prováveis.

A divergência está na forma de calcular as indenizações. A União contesta o uso de estimativas genéricas baseadas na diferença entre preços fixados pelo governo e custos médios históricos, e defende que a análise contábil considere a situação financeira de cada usina. Segundo a AGU, a perícia individual pode inclusive concluir que determinada empresa não sofreu prejuízo indenizável.

Os tribunais federais têm adotado entendimentos distintos sobre a exigência dessa análise durante a fase de execução. Enquanto o TRF-1 tem dispensado a perícia individual em determinados processos, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) exige que a apuração considere dados contábeis e fiscais específicos das empresas.

O caso ganhou maior relevância após suspeitas de que créditos judiciais do setor possam ter sido utilizados em operações ligadas ao Banco Master. Uma das linhas investigadas envolve a aquisição de créditos contra a União com descontos e seu posterior registro por valores superiores, para utilização como garantia na captação de recursos.

Em setembro, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o cancelamento de 30 precatórios que somavam R$ 6,5 bilhões e ordenou a devolução ao Tesouro Nacional de valores depositados em juízo.

Gilmar Mendes levou a discussão ao plenário do STF para uniformizar a aplicação do Tema 826, entendimento segundo o qual as usinas precisam comprovar, por perícia técnica em cada caso, os prejuízos econômicos decorrentes da antiga política de preços. O ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o referendo da decisão na Segunda Turma.





Source link

You may also like

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO