O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou nesta quinta-feira (15) que a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado pelo massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, não será transmitida ao vivo. A decisão contraria o plano anunciado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que pretendia exibir publicamente o fuzilamento.
A execução permanece marcada para 3 de dezembro, em Fort Hood, onde Hasan matou 13 pessoas em novembro de 2009. O condenado será submetido a um pelotão de fuzilamento, conforme o planejamento anunciado pelas autoridades americanas.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a transmissão poderia servir como exemplo das consequências de ataques terroristas, mas reconheceu que parte da população não gostaria de assistir às imagens.
“Acredito que transmitir a execução para que todos vissem poderia ter servido como um forte elemento de dissuasão”, escreveu o presidente. Ele acrescentou que, apesar dessa avaliação, o procedimento não será exibido publicamente.
Trump também informou que os familiares das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, caso desejem.
Plano provocou reação dentro do próprio governo
A proposta de transmissão enfrentou resistência de integrantes do Partido Republicano, incluindo o vice-presidente JD Vance, além de representantes religiosos e observadores internacionais. Pesquisas também indicaram oposição majoritária dos americanos à exibição pública da execução.
O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela assistência espiritual aos militares católicos das Forças Armadas dos Estados Unidos, manifestou objeções à iniciativa. O papa Leão XIV, por sua vez, condena a pena de morte em todas as suas formas.
A decisão de Trump representa um recuo em relação ao plano de Hegseth, que havia defendido a transmissão como forma de demonstrar que ataques dessa natureza têm consequências graves. O Pentágono afirmou que está alinhado com o presidente após o cancelamento da exibição.
Ataque deixou 13 mortos
Hasan era psiquiatra militar quando abriu fogo contra militares e outras pessoas na base de Fort Hood, em novembro de 2009. O ataque deixou 13 mortos e mais de 30 feridos.
Ele foi condenado à morte por uma corte marcial em 2013. A execução prevista para dezembro será realizada por fuzilamento, caso o cronograma seja mantido. A possibilidade de novos recursos judiciais ainda pode afetar a data do procedimento.