O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o fim da reeleição presidencial como forma de impedir o que classificou como um “projeto de poder” do presidente Lula (PT). Em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16), o parlamentar afirmou que pretende governar por apenas um mandato, independentemente de o Congresso Nacional aprovar ou não mudanças no tempo de duração da Presidência.
“Eu tô aqui me comprometendo, eu só preciso de um mandato. Eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade”, declarou.
Flávio afirmou que a iniciativa de apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para extinguir a reeleição partiu dele. Segundo o senador, a ideia foi discutida com sua equipe e não prevê, no texto apresentado, a ampliação do mandato presidencial de quatro para cinco anos. A definição sobre a duração do período de governo, segundo ele, ficará a cargo do Congresso durante a tramitação legislativa.
“Eu não quero começar um mandato já pensando na reeleição. Eu quero fazer o que precisa ser feito para o Brasil”, disse.
Ao justificar a proposta, o candidato criticou Lula por disputar um novo mandato e afirmou que o petista estaria concentrado na permanência no poder. “Ele tá disputando o poder. É a sétima vez que ele tenta um mandato de presidente da República. Eu não tô disputando o poder. Eu tô disputando o futuro da nossa nação”, afirmou.
Flávio também disse que a restrição à reeleição deveria alcançar governadores e prefeitos, embora tenha apresentado a proposta com foco na Presidência da República. Segundo ele, a medida também deve impedir que parentes até o terceiro grau sejam candidatos à sucessão presidencial nas condições abrangidas pela regra.
Questionado sobre a possibilidade de o mandato presidencial passar de quatro para cinco anos, o senador afirmou que aceitará a decisão do Legislativo. “Se ficar em quatro anos, é o meu mandato para durar quatro anos”, declarou.
O candidato ainda argumentou que a direita dispõe de outras lideranças capazes de dar continuidade ao projeto político que pretende implementar. “Na direita não faltam novas lideranças para dar a continuidade a esse projeto de nação, não é um projeto de poder”, afirmou.
Durante a entrevista, Flávio também defendeu sua disposição de governar sem buscar a continuidade no cargo e declarou estar preparado para assumir a Presidência. Advogado e empresário, ele citou sua formação em políticas públicas e governo e em empreendedorismo e novos negócios ao justificar sua candidatura.