Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou hoje (28) que o filho deixou o Brasil em meio a “perseguições injustas, descabidas e arbitrárias”. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse que seu “coração sangra” por ver mais um filho longe do país.
“Estou muito triste. Meu coração sangra (graças a Deus que é um coração forte) porque mais um filho se viu obrigado a deixar sua Pátria amada por causa de perseguições injustas,descabidas e arbitrárias. Agora, são quatro netos que estarei privada de acompanhar de perto seu crescimento, comemorarmos juntos suas vitórias e conquistas e confortar nas horas difíceis”, disse.
Flávio chegou a Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A família cruzou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), embarcou em um avião particular com destino ao Equador e, depois, seguiu para os EUA.
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes do senador e proibi-lo de deixar o Brasil. Flávio não entregou os documentos no prazo estabelecido, e a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiro comum e diplomático.
Carta cita distância dos netos
No vídeo, Rogéria aparece emocionada enquanto lê uma carta dirigida ao filho. Ela também menciona Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde 2025, e lamenta a distância dos quatro netos.
“Não poderei estar perto quando tiverem febre, pra colocar a mão em suas testas e verificar se está forte ou não”, afirmou.
A mãe do senador disse ainda que confia em Deus para enfrentar a situação e que teria mais a dizer sobre o caso, mas que não conseguiria abordar tudo nas redes sociais.
“Eu repito sempre que meus filhos são a minha vida. Amo vocês demais da conta. A distância nos separa, porém o amor nos une. E agora separada de mais um, só me resta dizer um até breve Flávio”, completou.
Senador é alvo de investigações no STF
Flávio é investigado em inquéritos que tramitam no Supremo. Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades envolvendo o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas a plataformas de apostas. Outro investiga suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador nega irregularidades. A saída do país ocorreu após a determinação judicial que o proibia de viajar para o exterior.
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