O governo federal desembolsou R$ 7,6 bilhões em setembro de 2026 para subsidiar a produção e a importação de diesel rodoviário e de outros combustíveis derivados do petróleo. No mesmo período, a cobrança de imposto sobre a exportação de petróleo bruto rendeu R$ 2,9 bilhões aos cofres públicos. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29). O levantamento é do portal Poder360.
As subvenções fazem parte das medidas adotadas pelo governo para amenizar os efeitos econômicos dos conflitos no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis. Já a tributação das exportações de petróleo foi alterada como parte da estratégia para lidar com a elevação das cotações internacionais da commodity.
Além da receita obtida com o imposto, o governo registrou aumento expressivo na arrecadação proveniente da exploração de recursos naturais. Em setembro, essas receitas cresceram 71,9% em termos reais na comparação com o mesmo mês de 2025, acréscimo de R$ 5,7 bilhões.
Segundo o Tesouro, o resultado foi impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional, pelo aumento da produção e pelas receitas da comercialização de petróleo e gás natural pertencentes à União, operação realizada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
Despesas com subsídios somam R$ 15,4 bilhões no ano
Entre janeiro e setembro, os gastos com subvenções relacionadas à produção, à comercialização e à importação de combustíveis derivados do petróleo alcançaram R$ 15,4 bilhões. As despesas contribuíram para a expansão dos créditos extraordinários, que aumentaram R$ 20,6 bilhões, em valores reais, no acumulado de 2026.
Pelo lado das receitas, a exploração de recursos naturais gerou um incremento real de R$ 23,8 bilhões nos nove primeiros meses do ano, alta de 23% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
As mudanças na tributação das exportações de petróleo também reforçaram a arrecadação administrada pela Receita Federal a partir de maio. O relatório do Tesouro, porém, não detalha o montante total recolhido especificamente com esse imposto no acumulado do ano. O órgão informa que a medida contribuiu para o aumento de R$ 24,5 bilhões nas demais receitas administradas pela Receita Federal.
Superávit em setembro não elimina déficit acumulado
O avanço das receitas relacionadas ao petróleo ajudou o Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, a registrar superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. No mesmo mês de 2025, o resultado havia sido deficitário em R$ 14,4 bilhões.
Apesar da melhora na comparação anual, as contas públicas continuam no vermelho no acumulado de 2026. Até setembro, o déficit primário do Governo Central chegou a R$ 90,2 bilhões.
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