A ONG Mover virou alvo da Polícia Federal após denúncias de que não estaria entregando as marmitas do programa Cozinha Solidária, executado pelo MDS. Ela está em nome de José Renato Varjão, ex-assessor dos deputados Nilto e Ênio Tatto. Segundo o Portal da Transparência, a Mover recebeu mais de R$ 11 milhões da pasta de Dias, para ações da Cozinha Solidária e de cursos de capacitação. No caso do programa de alimentação para pessoas de baixa renda, foram repassados R$ 5,6 milhões. O dinheiro, porém, foi repassado a outras organizações ligadas a petistas e até a empresas do próprio Varjão e de um sobrinho.
O programa Cozinha Solidária foi instituído pelo governo Lula a partir de projeto de lei relatado na Câmara por Boulos e cuja tramitação ocorreu em tempo recorde. Inspirado, segundo o deputado, na experiência das cozinhas solidárias montadas pelo MTST durante a pandemia, o programa virou uma de suas bandeiras de campanha à Prefeitura paulistana. “Essa é uma vitória extraordinária do povo brasileiro para fortalecer o combate à fome em todo o país. Quem tem fome tem pressa”, disse Boulos, na ocasião.
Em 5 de julho, Boulos participou de evento do programa (foto), em bairro da zona sul de São Paulo, ao lado de Wellington Dias e dos irmãos Tatto. Na ocasião, ele anunciou que destinaria R$ 2 milhões em emendas parlamentares a projetos do Cozinha Solidária.
Com informações dfmobilidade