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Pescadores são cercados por tubarões no RJ; VEJA VÍDEO

by admin
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A saída para pesca esportiva teve visitantes inesperados na última terça-feira (25) em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Pescadores estavam em caiaques quando foram surpreendidos por três tubarões na altura da Praia da Vila, uma das mais famosas do município.

Todo o momento foi registrado em vídeo por Filipe de Oliveira Carvalho, prova de que não era história de pescador. As imagens foram compartilhadas no perfil dele no Instagram (@filipe.fishing). É possível ver a surpresa do encontro, enquanto ele rema no caiaque, um tubarão passa muito próximo.

ASSISTA:

O encontro inesperado trouxe uma reação espontânea do pescador:

“Meu Deus do céu, um tubarão, velho. Mentira! Coração veio na boca agora, heim. Tu tá doido, velho?”

Ao conversar com outro pescador que também estava a bordo de um caiaque, Filipe fala que o equipamento não foi atingido pelo tubarão, mas que o animal o seguiu.

O biólogo marinho e presidente do AquaRio, Marcelo Szpilman, identificou o indivíduo que aparece nas imagens bem próximo ao caiaque como um tubarão-serra-garoupa (Carcharhinus limbatus). A espécie é uma das mais comuns no litoral brasileiro — e da costa de outras regiões, como Caribe e Bahamas — e pode chegar a 2,5 metros, com cerca de 120 kg. A média de tamanho é de 1,5 metro. Na legenda da publicação, o pescador afirma poder ser um tubarão-limão. O biólogo destaca que esta espécie tem, entre as características, a segunda nadadeira dorsal quase tão grande quanto a primeira, o que não aparece no vídeo, e que normalmente nada em águas no litoral do Nordeste.

— Em Saquarema há alguns tubarões mais costeiros, é comum de ter esses encontros. O pescador é um sortudo. Para ver um tubarão tão perto, normalmente é preciso ir a um local específico de concentração, com 24 horas de navegação, para então encontrá-los — compara Szpilman, que faz um trabalho de desmitificar esses animais como agressivos e perigosos.

Em um segundo vídeo, gravado na sequência, Filipe mostra pássaros bem próximos à água quando tentavam se alimentar do cardume de manjubinha. Submersos, três tubarões também miravam os peixes. Em alguns momentos, um deles chegava a saltar para abocanhar a presa.

“Olha só! Meu Deus do Céu! Tem um monte!”, diz o pescador quando é surpreendido pelo salto de um dos tubarões.

— Dá para ver que tem um saco dentro d’água preso ao caiaque. Pode ser que tenha peixe ou já teve, e tem cheiro. O tubarão fica bem próximo dessa rede. É um atrativo para o tubarão, que cheira muito bem. Todos são oportunistas. Se têm chance de alimentação, vão investigar — explica o biólogo.

Em uma das publicações, uma pessoa comentou: “Quase que ele te pesca”.

A presença de tubarões tão perto a embarcações pode provocar medo, e um certo pavor, mas os riscos de incidentes envolvendo humanos, segundo especialistas, são extremamente baixos. De acordo com dados do Museu da Flórida, a média anual de ataques não provocados é de apenas 64 casos em todo o mundo. Em 2024, o número ficou um pouco acima da média: foram 88 incidentes, sendo quatro fatais. No Rio de Janeiro, desde 1931, apenas sete registros de incidentes fatais com tubarões foram documentados.

— É importante dizer que o litoral brasileiro tem tubarão há milhões de anos. Frequentam sempre, como em Ipanema, Copacabana, Saquarema. Não representam ameça ao ser humano. As chances são absolutamente desprezíveis de um incidente com tubarões. No litoral do Rio a água, normalmente, não é clara, não é o mar do Caribe. Em algumas épocas tem uma água mais clara, quando começamos a ver coisas que nunca viu. Normalmente os tubarões se afastam do litoral de dia, quando tem muita gente, porque têm medo do homem, e se aproximam para pegar peixe na zona de arrebentação à noite. Que bom que ainda temos tubarões aqui, se não, seriam vários os problemas de sustentabilidade no ecossistema marinho — diz o biólogo.

Ao ver as imagens do encontro entre o pescador e os tubarões, Szpilman destaca que a postura de Filipe foi correta. Antes de tudo é fundamenta se manter calmo. Deve-se permanecer fora da água, quando possível, como foi feito ao seguir no caiaque. Nunca é recomendado tentar uma aproximação do animal. Quando se está dentro d’água, embora o instinto possa ser nadar para se distanciar, também não deve ser feito.

— Não adianta nadar achando que vai escapar. Não vai nadar mais rápido que ele. Ao nadar para fugir, pode se tornar uma possível presa. O indicado é encará-lo. Como todo grande predador, como um leão, tigre ou tubarão, quando percebe que a presa já o viu, não ataca. Eles preferem um ataque surpresa, sem que a vítima os perceba, por isso atacam por trás — explica, destacando que casos de incidentes de ataques são relacionados a erro de identificação visual, em que a pessoa é confundida com um animal que integra a cadeia alimentar do tubarão.

Mais visitas no RJ
Também nessa semana, no último domingo (23), um tubarão mako (Isurus oxyrinchus) foi observado e filmado nadando entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras e a Praia de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro. É a primeira vez que a espécie é documentada viva em águas próximas à costa carioca. O avistamento foi realizado por uma equipe de mergulhadores da Macau Dive.

— Não é uma notícia para a gente ficar com medo, pra causar alarde, não. O Rio de Janeiro tem um histórico quase zero de incidência de tubarão. Ver esse animal aqui pra gente é motivo de muita alegria, um predador topo de cadeia, importantíssimo pro equilíbrio do ecossistema marinho — disse Ricardo Gomes, diretor do Instituto Mar Urbano, em publicação numa rede social.



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