A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prepara mudanças nas áreas de fiscalização após uma “revisão interna” motivada pelos casos do Banco Master e da gestora Reag. Exonerações e novas nomeações serão publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo o site Metrópoles, a reformulação deve atingir superintendências responsáveis pela supervisão do mercado e de investidores institucionais. A revisão, segundo o portal, analisou mais de 300 processos ligados às empresas investigadas e apontou necessidade de ajustes na fiscalização e nos procedimentos internos.
Foram identificadas falhas na divulgação de informações, problemas de conformidade e fragilidades em controles internos, sobretudo em operações financeiras mais complexas.
A avaliação interna, de acordo com o site, é que os casos recentes expuseram dificuldades de coordenação e monitoramento na CVM.
As mudanças incluem substituições em cargos de chefia e reorganização de equipes, com impacto na Superintendência-Geral da CVM, na área de Supervisão de Investidores Institucionais e na de Regulação com Mercado e Intermediários.
Parte das alterações também decorre de avaliações de desempenho e pedidos de saída. A expectativa na comissão é reforçar, segundo o Metrópoles, mecanismos preventivos e ampliar a capacidade de identificar irregularidades.
Em nota ao site, a CVM afirmou que vive um processo de renovação institucional e que a transição não afetará o funcionamento da autarquia. A movimentação ocorre em meio a críticas à atuação do órgão no caso Master, que envolve suspeitas de fraudes em fundos e operações estruturadas e levou à abertura de processos administrativos.
A Reag, além de ligações com o banco de Daniel Vorcaro, também é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos com o crime organizado.