O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, pediu união entre aliados e criticou disputas internas na direita. A declaração foi feita em vídeo no último sábado (04), em meio a um embate público entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
“Tô gravando esse vídeo para tentar chamar todos para racionalidade. É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um país para resgatar e o inimigo não tá aqui. Tá do lado de lá”, afirma Flávio na gravação.
“Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo. Cada um tem os seus motivos, as suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é agressão ou provocação do outro, beleza. Mas cada um tem o seu tempo”.
O senador ainda fez um apelo direto por pacificação entre aliados: “Pessoal, a partir de agora, todos nós temos que focar em um só objetivo. Bora olhar para frente. O único caminho que eu tenho para sugerir e que qualquer um aí pode encontrar no livro da vida, mais especificamente em Colossenses 3:13, é o seguinte: Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa”.
Nikolas respondeu ao vídeo: “Concordo, presidente. Cada um fazendo sua parte, chegaremos”.
O conflito começou na última sexta (03), quando Eduardo Bolsonaro compartilhou um vídeo com críticas ao deputado mineiro. A tensão aumentou no sábado, após Nikolas reagir com “kkk” a uma publicação do cientista político Silvio Grimaldo, que é de direita, mas crítico da família Bolsonaro.
Eduardo respondeu diretamente ao deputado. “Risinho de deboche para mim, @nikolas_dm? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoiei e acreditei”, escreveu no X.
Assim como Flávio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também criticou os conflitos públicos da direita. “Não podemos brigar. Temos que ter paciência. Temos que pensar no [Jair] Bolsonaro. Veja o que ele está passando”, afirmou à CNN Brasil.