Em entrevista ao ALive nesta quarta-feira (08), o empresário Pablo Marçal (União Brasil-SP) comentou sobre o embate recente entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, ambos aliados e do PL. De acordo com ele, conflitos assim acontecem pelo fato de a direita ser “livre” e não ter “dono”.
“Quando alguém tenta forçar o outro a fazer o que ele quer, é um pequeno problema”, afirmou Marçal. “A pessoa vai fazer isso, ela vai querer mostrar para o mundo inteiro que o movimento tem dono”.
“O movimento não tem dono, o movimento tem direção. E o maior servo de um movimento é aquele que serve mais gente”, continuou. “Então, ter ciúme do que o outro pensa, do que o outro fala, acaba enfraquecendo [a direita]”.
Nos últimos meses, Eduardo vem fazendo uma série de críticas a Nikolas, de maneira direta e indireta. O ex-deputado acha que o parlamentar mineiro não está tão empenhado na campanha de Flávio, seu irmão, à Presidência. Na semana passada, o embate se intensificou após Nikolas compartilhar um post de uma página cujo dono já disse que não vai votar em Flávio no 1º turno deste ano.
“Nunca a direita esteve tão forte na história”, destacou Marçal no ALive. “Dentro do Parlamento, nas prefeituras, os mais de 70 mil homens e mulheres públicos que hoje a gente nunca teve, nunca na história do Brasil, a gente teve tanta gente conservadora nessas posições”.
“Vai brigar por quê, se até a esquerda é livre? Ninguém consegue segurar a mente de uma pessoa, de um movimento”, completou.
Durante a entrevista, o empresário também criticou seus partidos antigos: “Essa questão de ter um partido que não resolve absolutamente nada não é um partido, é um protótipo de partido. Então eu fui no PROS, não consegui fazer nada. Fui para o PRTB, pelo menos lá tinha homem para garantir [a realização de algo], mas não teve dinheiro público, não teve apoio absolutamente nenhum do partido”.
“Não era um partido, era um protótipo de partido. Então esse efetivamente é o primeiro partido em que eu vou disputar a eleição”, afirmou Marçal.
O empresário ainda disse, durante a entrevista, que é viável o uso do dinheiro público destinado a campanhas: “Eu acho que, se você está nesse jogo, não tem como jogar contra, porque eu provei que dava para empatar com todo mundo sem nenhum real de dinheiro público. Agora, como é que faz para mexer com 10 partidos juntos?”.
“É desumano. E, mesmo assim, a gente, sem um real de dinheiro público, sem TV, sem Lula, sem Bolsonaro, sem ninguém. Só Deus, o povo e o celular”, completou.
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