A família Sarney deixará de ter representantes com mandato eletivo a partir de janeiro de 2027, encerrando uma trajetória de 72 anos na política. A mudança ocorre após Roseana Sarney (MDB-MA) terminar em 3º lugar na disputa pelo Senado. André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) conquistaram as 2 vagas em disputa.
Deputada federal desde 2023, Roseana terá o mandato encerrado em janeiro de 2027. Com isso, nenhum integrante da família terá cargo político eletivo pela 1ª vez desde 1954, quando José Sarney foi eleito deputado federal pelo Maranhão.
A trajetória política da família começou naquele ano, com a eleição de José Sarney para a Câmara dos Deputados. Ele exerceu 3 mandatos consecutivos até 1965 e, em 1966, foi eleito governador do Maranhão. Depois, chegou ao Senado, onde permaneceu até 1985.
Naquele ano, Sarney assumiu a Presidência da República após a morte de Tancredo Neves (1910-1985) e permaneceu no cargo até 1990. Após deixar o Palácio do Planalto, retornou ao Senado, onde foi eleito para 3 mandatos consecutivos e permaneceu até 2015.
Roseana iniciou sua carreira eleitoral em 1990, quando foi eleita deputada federal. Em 1994, deixou a Câmara para disputar o governo do Maranhão. Eleita, comandou o Estado por 2 mandatos consecutivos, até 2002. Naquele ano, conquistou uma vaga no Senado e permaneceu na Casa até 2009.
Roseana voltou ao governo maranhense em 2009 e permaneceu no cargo até 2014. Em 2022, retornou à Câmara dos Deputados.
Outro integrante da 2ª geração da família, José Sarney Filho, o Zequinha Sarney, foi deputado estadual pelo Maranhão entre 1979 e 1983. No mesmo ano, chegou à Câmara dos Deputados, onde exerceu 9 mandatos consecutivos até 2019.
Zequinha também ocupou o Ministério do Meio Ambiente em 2 períodos. O primeiro foi durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002. O segundo ocorreu na gestão de Michel Temer (MDB), de 2016 a 2018.
A 3ª geração chegou ao Legislativo estadual com Adriano Sarney, neto de José Sarney. Eleito deputado estadual pelo Maranhão em 2014, exerceu 2 mandatos, entre 2015 e 2023. Em 2022, tentou a reeleição, mas não obteve votos suficientes para permanecer na Assembleia Legislativa.