A Polícia Federal (PF) arquivou a representação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para apurar uma possível interferência estrangeira nas eleições de 2026. A análise ficou sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da corporação, que não encontrou elementos suficientes para transformar o procedimento em inquérito policial.
O pedido havia sido encaminhado à PF na semana passada, depois de uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre a destinação de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões, para um projeto relacionado a críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A AGU solicitou que fosse verificada uma eventual relação entre os recursos e uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.
No domingo (4), dia do primeiro turno, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação havia iniciado uma apuração preliminar. Na ocasião, explicou que ainda não havia portaria de instauração de inquérito e que a Diretoria de Inteligência analisaria as informações antes de definir se existiam fundamentos para uma investigação formal.
A avaliação da PF terminou sem a identificação de elementos que sustentassem a abertura de uma investigação criminal. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (7), a AGU já foi comunicada sobre o arquivamento.
A apuração também não tinha relação com outro inquérito conduzido pela PF sobre possíveis ameaças a instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil. Essa investigação foi aberta a partir de informações encaminhadas por autoridades americanas e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, havia afirmado antes do primeiro turno que os relatórios da Corte não apontavam risco internacional ou atuação do crime organizado capaz de ameaçar o processo eleitoral.