O Banco Central (BC) decretou hoje (29) a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento, conhecida como MW Pay, após identificar “graves violações” às normas do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). A decisão também tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores da empresa.
Sediada em Joinville (SC), a companhia atuava na área de pagamentos digitais e oferecia infraestrutura tecnológica para operações financeiras, incluindo serviços relacionados ao Pix. Fundada em fevereiro de 2024, recebeu autorização do BC para operar como emissora de moeda eletrônica em setembro daquele ano.
A autoridade monetária não detalhou as irregularidades identificadas. Informou, porém, que as investigações continuarão para apurar a atuação da instituição e de seus responsáveis. O órgão também poderá aplicar sanções administrativas e encaminhar informações a outras autoridades, conforme a legislação.
Empresa tinha participação reduzida no setor
Segundo o Banco Central, a MW Pay representava menos de 0,0002% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A liquidação extrajudicial determina o encerramento das atividades da instituição e a apuração de seus bens, dívidas e obrigações. A indisponibilidade patrimonial dos controladores e ex-administradores busca preservar os ativos enquanto são investigadas eventuais responsabilidades.
A medida não representa, por si só, uma condenação dos responsáveis.
Quem controlava a MW Pay
A MW Instituição de Pagamento foi constituída em 6 de fevereiro de 2024, com sede no bairro América, em Joinville. Em seu site, a empresa se apresentava como provedora de infraestrutura para pagamentos e integração de sistemas financeiros.
Conforme comunicado do Banco Central publicado em julho de 2024, a controladora direta era a MW Holding Financeira Ltda., e Witor Fernandes Corrêa foi identificado como controlador final.
Registros cadastrais também apontam Nelson Alexandre Ramos e Reginaldo de Oliveira Bello como integrantes da administração da empresa. Ambos foram incluídos no quadro societário em novembro de 2024.
O SBT News procurou a MW Pay por e-mail e aplicativo de mensagens, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
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