Enquanto as fotos eram mostradas, Francisco de Assis Pereira disse que se recordava de todas elas, inclusive a maneira como as conheceu, e deu detalhes sobre a morte. Ao falar sobre outra mulher, ele diz que também foi vítima. “Eu fui vítima de um mal e elas foram vítimas de um mal que estava sobre mim”, declarou.
Rezende, então, pergunta o que ele diria para as famílias das vítimas. “Os mesmos propósitos que eu fiz, estando preso no isolamento, que façam esses propósitos, de terem atitude de fé que eu tomei. Que Deus ilumine a vida de cada uma delas e que a sociedade também se cuide. Não por afronta, mas por causa das influências que estão aí fora. Qualquer um está sujeito às mesmas consequências piores ao qual eu estava preso”, disse.
Questionado se estaria pronto para voltar à sociedade, ele diz que tem plena certeza. “Eu não me acho normal, a palavra me convence de ser uma pessoa normal. A palavra de Deus me convence. Eu entrei por essas portas querendo Deus e sairia por essas portas”, completou.
Ele ainda disse que queria ter uma “montoeira de filhos”, formada por meninas, que ele diz ter uma paixão. Marcelo Rezende, então, pergunta ao Maníaco do Parque o que ele faria se o Francisco matasse uma das filhas dele.
“E se eu fosse o teu filho?”, disse, em um primeiro momento. Com a pergunta sendo refeita, ele explicou: “Em uma natureza, pelo lado que eu vivo, no que eu acredito, eu perdoaria, se fosse do meu lado. Agora, pelo lado humano, eu não faço ideia”.
Fonte: Metrópoles