Neste sábado (4), a família de Edson Davi realizou um ato em memória do menino, desaparecido há um ano, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O evento buscou homenagear a criança e denunciar falhas nas investigações de desaparecimentos no estado.
Marize, mãe de Edson, afirmou que não confia na hipótese de afogamento apresentada pelas autoridades e contratou uma perícia independente.
– Contratei uma perícia séria que provou, com relatório, que meu filho nunca entrou no mar. Isso é um fato, temos como provar – declarou. Ela também pediu que a Polícia Federal assuma o caso.
– Nosso apelo é que a Polícia Federal passe a investigar com seriedade e dignidade. Tudo leva a crer que meu filho foi vítima de tráfico humano – disse.
Durante o ato, foram destacadas as dificuldades enfrentadas por famílias de desaparecidos na Baixada Fluminense, região com alto índice desse tipo de crime. Adriano Dias, fundador da organização ComCausa, enfatizou a importância de suporte às famílias.
– A dor de quem busca desaparecidos é uma dor que nunca passa – afirmou.
O vereador Leniel, presente no evento, reafirmou seu compromisso com a causa e informou que irá integrar a Comissão de Crianças e Adolescentes da Câmara do Rio. Ele destacou a necessidade de políticas públicas mais efetivas para combater os desaparecimentos.
O caso de Edson Davi, somado a outros como o de Flaviane Carvalho, desaparecida desde 23 de dezembro, reflete a urgência de medidas concretas e o papel essencial da sociedade civil.
– A sociedade civil precisa pressionar para que esses casos não sejam esquecidos. A luta não pode parar enquanto houver famílias em sofrimento – concluiu Adriano Dias.
Com informações pleno news